Irregularidades no A350 são cosméticas e não estruturais, diz Airbus

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Após muitas notícias na mídia em geral sobre as rachaduras num A350, que foi um dos primeiros do modelo a serem produzidos, a Airbus confirmou que não se trata nada estrutural após uma inspeção inicial realizada na fábrica de Toulouse na terça-feira (5). A Airbus se apressou em analisar para dar uma resposta ao mercado na medida em que o assunto ganhava fôlego.

A foto abaixo, de autoria de Clèment Allong, mostra o momento em que a aeronave aterrissa em Toulouse para a inspeção inicial.

O jato que está no centro dessa questão é o A350-900XWB, da Qatar Airways, e de matrícula A7-ALL, que foi o número 36 na linha de montagem da Airbus, entregue em 2016. Segundo o Aero Time, as rachaduras teriam sido notadas após toda a pintura da aeronave ter sido retirada, ficando apenas o primer, que é uma base primária aplicada na aeronave e que serve para proteger o material que, no caso do A350, são compostos de fibra de carbono.

O receio surgiu já que o principal concorrente, o Boeing 787 Dreamliner, teve problemas similares com irregularidades na fuselagem causados por defeitos de fabricação.

No entanto, a Airbus informou em nota que “algumas irregularidades apareceram no revestimento de superfície da fuselagem, mas que o problema é superficial e cosmético e apenas visível quando a pintura é totalmente retirada”.

Isso significa que não se trataria de um dano estrutural, e sim de uma rachadura na pintura primária, que protege o material. Apesar de ter causado preocupação inicial, a fabricante entende que se trata de algo que causa estranheza visual, mas não compromete a aeronave.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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