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ITA contesta banco chinês que alega que aérea foi financiada com recursos indevidos

Divulgação – Itapemirim

No começo de maio, publicamos uma matéria em que compartilhamos um documento emitido pela EXM Partners, assessoria contratada para a gestão da recuperação judicial (RJ) do grupo Itapemirim, que detalha o destino dos R$ 97,5 milhões levantados pelo grupo com a venda de ativos. Desse montante, R$ 29,6 milhões foram para a companhia aérea (30,4% do total), enquanto que R$ 26 milhões (27,2%) foram para credores da RJ.

À época, a Itapemirim enviou uma nota dizendo que o “plano de recuperação judicial prevê a possibilidade de uso dos recursos para diversas finalidades, como fomentar a operação, seja em relação a novos investimentos e projetos ou substituição da frota de veículos. Além disso, os investimentos no setor aéreo foram autorizados pelo juiz responsável pela recuperação Judicial”.

A empresa salientou que “o pagamento de credores está rigorosamente em dia e que, de um universo de mais de 3.000 credores, não existe nenhum questionando ou informando descumprimento do plano de recuperação judicial”.

No entanto, segundo a Revista Veja publicou na data de ontem, 28 de maio, o China Construction Bank Brasil está pedindo ao juiz da recuperação judicial que o empresário Sidnei Piva de Jesus, dono do grupo Itapemirim, seja destituído da administração da empresa. A acusação do banco refere-se ao suposto desvio de finalidade dos recursos obtidos na venda dos ativos. A Veja salienta que o mesmo banco já pediu a falência da empresa, ainda sendo analisada pela Justiça.

Por sua vez, o Grupo Itapemirim nega. Em nota à Veja, a empresa diz que o próprio China Construction Bank Brasil havia aprovado o plano de recuperação judicial, que previa investimentos em outros negócios. Além disso, a companhia comenta que “o banco está recebendo o valor do seu crédito nos termos do plano de recuperação judicial, em parcelas mensais de R$ 100 mil, devidamente comprovados nos autos do processo nº 1108214-64.2020.8.26.0100″. 

No meio de maio, a Itapemirim peticionou na justiça a saída do processo de recuperação judicial, processo que ainda está sendo analisado pelo judiciário e que deverá ser aprovado pelos credores. Se a saída da RJ for aprovada, o grupo ganhará um novo status no mercado de crédito.

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