Jornalista quer seção feminina nos aviões para evitar invasão de homens

Uma jornalista sugeriu que ter seções de assentos dedicadas exclusivamente a mulheres em aviões poderia ser uma maneira de tornar os voos mais seguros e confortáveis para elas.

Seção exclusiva para mulheres no voo

A jornalista Kate Whitehead, do South China Morning Post, argumenta que muitos homens costumam “assumir” o apoio de braços das poltronas de forma a invadir o espaço da mulher ao lado. Às vezes apenas por espaço, às vezes com segundas intenções.

Kate sugere em seu artigo que muitas mulheres não se sentem capazes de empurrar o braço do invasor e, em vez disso, suportam o desconforto durante todo o voo.

Ela comenta: “Eu sonho com um futuro em que haverá seções de assentos apenas para mulheres em aviões. Eu estaria preparada para fazer campanha por essa causa, mas suspeito que as companhias aéreas não seriam a favor porque isso significaria outras fileiras cheias apenas de homens, e isso talvez não funcionaria.”

“Os homens – e as companhias aéreas – dependem da intromissão nos assentos das mulheres para uma viagem confortável”, continua ela. “Espero que, na esteira do movimento, as pessoas percebam que o apoio de braço da companhia aérea é também uma questão política de gênero. A primeira companhia aérea a estabelecer uma separação terá minha preferência.”

Kate Whitehead

“Com base em minha extensa experiência de voar em classe econômica, afirmo que se um homem está sentado ao lado de uma mulher ele vai reivindicar o apoio de braço”, afirma Kate. “Com a largura média do assento sendo de 17,2 polegadas, isso significa que você efetivamente perde cerca de 12% com a invasão. Se você tem a infelicidade de estar no meio de uma fila e ter um homem de ambos os lados, perdeu quase um quarto do seu assento. E ainda assim você está pagando o mesmo preço que aqueles homens invasores do espaço.”

Algumas companhias aéreas já decidiram, de fato, introduzir assentos específicos para gênero. Em 2017, a Air India introduziu fileiras de mulheres depois que dois incidentes de abuso sexual foram registrados.

Outra operadora indiana chamada Vistara iniciou um serviço de ‘Woman Flyer’, que dava assento prioritário para mulheres que viajavam sozinhas.

Muitas pessoas comentando sobre o artigo de Kate, foram menos favoráveis. “Cresça senhora, o mundo não gira em torno de você”, disse uma pessoa.

No entanto, uma observação de Kate de que estão em alta os casos de mulheres sendo agredidas sexualmente em aviões está correta.

O FBI emitiu uma declaração que, de acordo com as descobertas da agência, em Estados Unidos tinham em 2017 63 casos relatados de agressão sexual durante voos, enquanto em 2014 foram 38.

O governo Trump anunciou no final do ano passado a criação de uma nova força-tarefa dedicada a investigar crimes de má conduta sexual e agressão nos céus. A Força-Tarefa Nacional de Má Condutas Sexuais Durante o Voo será um subcomitê do Comitê Consultivo de Proteção ao Consumidor para a Aviação.

Informações pelo DailyMail.

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Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.