Jovem impedido de embarcar na classe executiva com máquina de oxigênio será indenizado

A companhia aérea irlandesa Aer Lingus foi condenada a pagar mais de €8.000 (aproximadamente R$ 48 mil) em indenização a um jovem menino deficiente que foi informado que não poderia viajar para Orlando porque a máquina de oxigênio de que ele precisa para mantê-lo vivo não foi aprovada para uso da cabine da Classe Executiva da companhia aérea.

Segundo o Irish Examiner, o jovem Rian Stack e sua família seguiriam numa viagem dos sonhos em outubro de 2019, mas seus planos foram abruptamente afetados depois que a empresa aérea voltou atrás e disse que não poderia recebê-los a bordo e que o garoto não poderia usar seu concentrador de oxigênio portátil – apesar de inicialmente ter dito que tal tipo de equipamento era aprovado no avião.

A Aer Lingus inicialmente confirmou uma reserva para Rian e sua família em janeiro de 2019 para viagens em outubro do mesmo ano. A família resolveu comprar as passagens após verificar que o equipamento do jovem era aceito na aeronave. Acontece que, em agosto, a companhia aérea entrou em contato e disse que o concentrador de Rian não teria sido aprovado para uso em sua Classe Executiva porque não era seguro e que, se Rian quisesse voar com a empresa, teria que sentar na Classe Econômica.

Irritada com a situação, a família de Rian refez os planos e adquiriu novas passagens com a KLM e a Delta, que permitiram normalmente o uso do equipamento. Diante do caso, a família decidiu entrar com uma ação judicial contra a Aer Lingus, que foi condenada a pagar € 8.250 após uma batalha de quase dois anos.

Comentando sobre o caso, o pai de Rian disse que processou a empresa porque a Aer Lingus falhou em fornecer acesso justo para pessoas com deficiência. A juíza Joanne Carroll, que julgou o caso, disse que esperava que a empresa aprendesse a lição.

“Os eventos causaram estresse significativo, inconveniência e perdas financeiras como resultado dos atos do réu”, disse a advogada da família, Amy Connolly, ao Tribunal Distrital de Cork.

Rian sofre de uma doença neuromuscular grave chamada miopatia miotubular, bem como de uma doença respiratória e escoliose. À mídia irlandesa, a Aer Lingus disse que não comentaria o caso.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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