Início Empresas Aéreas Latam quer que o aeroporto de Santarém tenha capacidade para receber o...

Latam quer que o aeroporto de Santarém tenha capacidade para receber o Boeing 777

As rodadas de concessões de aeroportos estão acontecendo, conduzidas pelo Ministério da Infraestrutura, e elas são a oportunidade de ouro para que o Governo Federal do Brasil insira regras que assegurem que a iniciativa privada melhores as condições operacionais dos aeroportos brasileiros para o futuro.

Mais do que ganhar dinheiro com a operação do terminal, são necessários investimentos por parte dos grupos que assumirem a administração dos aeroportos. Uma dessas melhorias foi apontada pela Latam em um documento destinado às autoridades. Trata-se da ampliação da pista de Santarém.

A sugestão da empresa aérea tem por finalidade reduzir custos da operação de jatos widebody no aeroporto de Manaus. Disse a empresa na carta:

“Considerando o conjunto da rede de Infraestrutura Aeroportuária Nacional, temos nos Aeroportos da Região Norte uma carência de pistas de pouso e decolagem compatível com operações de aeronaves widebody. Nesse contexto, quando há necessidade de alternar voos com destino ao Aeroporto de Manaus, o Aeroporto mais próximo é o Aeroporto de Brasília, com um trajeto com duração superior a duas horas de voo.

Sendo assim, recomendamos incluir no edital de concessão a obrigatoriedade de compatibilização do sistema de pistas de pouso e decolagem do Aeroporto de Santarém para receber voos alternados de aeronaves categoria 4E, como o Boeing 777, garantindo maior segurança e eficiência para operações com aeronaves desse porte na região. Além disso, será necessário elevar a Categoria Contraincêndio do Aeroporto de Santarém para CAT-7 a fim de viabilizar a operação de alternados WB”.

De fato, a infraestrutura dos aeroportos brasileiros está muito defasada e, notadamente, isso é um fator de atraso no desenvolvimento do mercado aéreo no país e de uma democratização ainda maior desse modal de transporte. E, se grandes cidades têm seus aeroportos ainda com o pé no século passado, quem dirá os pólos regionais.

Sair da versão mobile