Após volta da LATAM ao Aeroparque, ex-trabalhadores da companhia protestam

Airbus A320 LATAM Brasil

Devido ao relaxamento das restrições da COVID-19 na Argentina, a LATAM foi autorizada a retomar suas operações internacionais regulares no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires, o que marcou seu retorno desde o fechamento da subsidiária argentina em 2020. A empresa voltou a voar de São Paulo e Santiago do Chile, dois dos hubs mais importantes da empresa na América Latina.

Assim como informa nosso parceiro argentino Aviacionline, a LATAM realiza essas operações com os Airbus A320 e A320neo, com capacidade para 174 ou 180 passageiros, dependendo da configuração da aeronave.

Como consequência do regulamento em vigor, as operações regionais realizadas por qualquer companhia aérea de e para o Aeroporto Jorge Newbery serão permitidas apenas para passageiros ponto-a-ponto. Rotas como Aeroparque – São Paulo – Miami não estão autorizadas.

Portanto, a LATAM continuará fornecendo essas conexões pelo aeroporto de Ezeiza, com voos de Lima, São Paulo e Santiago do Chile.

Protestos e incidentes

O retorno da LATAM ao Aeroporto Jorge Newbery ocorreu em meio a protestos de funcionários da falida subsidiária local, que pediram sua reintegração após a holding ter decidido no ano passado fechar a LATAM Argentina, medida que afetou mais de 1.700 funcionários.

“Queremos que o governo honre o seu compromisso de continuidade do trabalho. Enquanto a LATAM continua fazendo negócios com os céus argentinos, milhares de famílias aeronáuticas continuam sem trabalho. Os Ministérios do Trabalho e dos Transportes assumiram um compromisso de continuidade do trabalho que não está sendo cumprido. Enquanto isso, a atividade da aviação comercial é reativada a níveis anteriores à pandemia e a reativação é com todos os seus trabalhadores dentro”, afirmaram por meio de um comunicado.

O protesto, que ocorria na área de check-in do Aeroporto Jorge Newbery, ganhou outra nuance quando alguns trabalhadores tentaram cruzar para o outro lado dos balcões, sendo detidos por agentes da Polícia de Segurança Aeroportuária, o que aumentou ainda mais os ânimos.

Nesse contexto, um funcionário disse por meio de um alto-falante que a empresa “não respeitou nenhum decreto, fez o que queria, mas não saiu, nunca saiu, ficou aqui, nesse lugar, lucrando, fazendo os negócios mais suculentos que podem ser feitos na política de aviação argentina. Por isso viemos aqui denunciar esta empresa, não pode ter tanta impunidade.”

A LATAM respondeu os protestos por meio de uma declaração afirmando que “cumpriram todos os procedimentos legais e administrativos correspondentes à cessação das operações da LAN Argentina SA” e que “lamenta os fatos ocorridos e garante a segurança de seus funcionários e seus clientes”.

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Juliano Gianotto
Ativo no Plane Spotting e aficionado pelo mundo aeronáutico, com ênfase em aviação militar, atualmente trabalha no ramo de fotografia profissional.

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