Lufthansa irá retirar permanentemente 100 aviões de sua frota

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O CEO da Lufthansa, Carsten Spohr, anunciou que a empresa será muito menor depois da crise e deve tirar até uma centena de aviões da frota de maneira permanente.

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© Lufthansa

A declaração foi dada em reunião com investidores e publicada na página da empresa. O CEO destaca que a empresa teve um lucro líquido de €36 bilhões de euros no ano fiscal de 2019, mas que não é motivo de empolgação já que a demanda caiu drasticamente.

Atualmente, apenas 3.000 passageiros voam por dia na companhia, ante o número de 350 mil no período pré-Coronavírus que, segundo o CEO, é o pior desde a crise de 1930 na Alemanha. Guardados os contextos históricos, foi aquela crise que favoreceu florescimento do nazismo de Hitler, que ascendeu apoiando seu discurso na grande crise que o país passava. Obviamente, que isso é apenas história, e que hoje o cenário não levará a algo similar.

De todos os 760 aviões do grupo, que inclui a SWISS, Edelweiss, Brussels Airlines, Eurowings, Austrian Airlines e a Air Domiliti, apenas 60 estão voando atualmente, gerando um cancelamento de 3 mil voos diários.

No início da crise, a expectativa era reduzir os custos em todas as empresas do grupo em torno de 2%, mas isto agora será dobrado para 4% de redução. Para isso, em torno de 100 aviões (que ainda não foram escolhidos) irão deixar a frota do Grupo Lufthansa, de maneira permanente, nos próximos meses. Recentemente, a empresa já havia anunciado a retirada de 42 aeronaves, portanto, agora mais do que dobra a redução.

Outro ponto destacado pelo CEO são os tripulantes de voo, que hoje são mais de 10 mil em todo o grupo. Segundo Carsten, agora não estão descartadas demissões do grupo de voo, o que pode ser revertido apenas se “nossos colegas de bordo implantem modelos inovadores de redução de jornada e sejam solidários”.

Neste caso seria uma redução de até 50% na escala de voo trazendo a consequente redução de salário, que na maioria dos casos, para os tripulantes, é “grosso” do salário.

Novas mudanças não estão descartadas e o CEO quer que a empresa não apenas persista, mas que seja competitiva após a crise passar.

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Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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