Mais de 700 passageiros já foram banidos nos EUA por não uso de máscara

Passageiros aguardam check-in em Washington Foto: U.S. Customs and Border Protection

O jornal norte-americano Los Angeles Times divulgou na semana passada que mais de 700 passageiros já foram banidos nos Estados Unidos por se recusarem a usar uma máscara durante os voos. O levantamento feito pelo periódico envolve as principais companhias aéreas do país, com exceção da American Airlines e da Southwest Airlines, que se recusaram a fornecer informações.

Segundo o jornal, somente a Delta Airlines já colocou 270 passageiros na lista de bloqueio, sendo a mais rigorosa das empresas em relação à exigência da indumentária de proteção contra a COVID-19. A seguir, aparecem United Airlines, com 150 barrados, Spirit Airlines, com 128, Frontier Airlines, 106, Alaska Airlines, 78 e Hawaiian Airlines, com seis proibições.

O número de embarques proibidos não significa, contudo, que este seja o total de pessoas banidas. Os representantes das companhias aéreas ressaltam que a lista de passageiros vetados não é compartilhada entre as empresas, o que permite que um usuário barrado por uma empresa possa viajar por outra. O período de banimento também varia em cada companhia.

Além das proibições de embarque, as companhias também aplicam outras sanções aos passageiros rebeldes. A Alaska Airlines, por exemplo, emitiu 92 advertências, ou “cartões amarelos”, para clientes que precisaram ser orientados mais de uma vez pela tripulação em um voo por ignorar a política de máscara. A legislação do setor que regula a aviação nos Estados Unidos não permite a aplicação de multa aos infratores, algo que é objeto de pressão de organizações que representam os trabalhadores do transporte aéreo.

No mundo todo, aumentam os casos de medidas extremas adotadas por companhias aéreas devido a recusa de passageiros em utilizar a proteção facial durante o voo. No dia 7 deste mês, no Japão, um voo da empresa Peach Airlines teve que ser desviado após um tumulto a bordo causado por um passageiro sem máscara. Nos EUA, a Delta Airlines chegou a desembarcar por completo uma aeronave após uma passageira insistir em não usar o item de proteção. Até mesmo a falta de máscara em um bebê já motivo para a expulsão de uma família de uma aeronave da JetBlue.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) recomenda que todos os viajantes utilizem a máscara durante todo período da viagem, a partir da chegada no aeroporto. A proteção facial é a principal recomendação da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) para operações seguras durante a pandemia, desenvolvidas em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os governos nacionais.

No Brasil, desde 19 de maio, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mantém diretrizes de contingência sanitária em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). As medidas incluem a recomendação para uso de máscara pelos passageiros e tripulantes durante toda a viagem, normas para o serviço de bordo e o distanciamento social de pelo menos dois metros nos aeroportos.

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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