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Mais uma companhia confirma não ter planos para a volta do Airbus A380

Mais uma operadora do Superjumbo A380 entrou para o time e já considera a desativação definitiva de sua frota do grande avião de dois andares. A companhia de bandeira malaia Malaysia Airlines disse que a aeronave não se enquadra mais nos planos da empresa.

Imagem: Hawkeye UK / CC BY-SA 2.0,via Wikimedia Commons

Segundo a Reuters, em uma coletiva de imprensa virtual o CEO do Malaysia Aviation Group, Izham Ismail, afirmou que atrasará o recebimento dos jatos Boeing 737 MAX para 2024 e ainda comentou sobre o grupo estar estudando maneiras viáveis de se desfazer de toda a frota de Airbus A380 da Malaysia Airlines, que conta com 6 aeronaves.

“Estamos cientes dos desafios para vender este avião, mas ainda estamos procurando maneiras de nos desfazer de nossa frota de A380. No momento, a direção está convencida de que o A380 não se enquadra no plano futuro.”

Apesar da afirmação, ele declarou que ainda não apresentou oficialmente uma proposta ao conselho da companhia.

Conforme relata o Executive Traveller, em fevereiro de 2019 o CEO disse que as aeronaves poderiam ser vendidas, ou uma nova companhia seria criada para fretamentos do A380, para levar os muçulmanos do Sudeste Asiático às peregrinações Hajj e Umrah na Arábia Saudita.

A companhia, com sede no Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, foi um dos últimos clientes a assinar a compra do Superjumbo da Airbus. Ela recebeu seu primeiro A380 em 2012 e todos os demais seis até março de 2013, com o último sendo o 100º A380 produzido.

Embora as aeronaves estejam em solo devido à crise pandêmica do coronavírus, a companhia foi a primeira a utilizar o ‘Double-Deck’ para realizar um voo completamente cargueiro em maio do ano passado.

A companhia também está operando com grandes prejuízos e relatórios mostram que, se a empresa de bandeira da Malásia não puder mudar sua situação ou encontrar um grande investidor, precisará de até RM21 bilhões (US$ 5,15 bilhões) de assistência governamental para se manter em funcionamento até 2025, ou mais de US$ 1 bilhão ao ano.

Outras companhias aéreas e o A380

Quando a pandemia se instalou globalmente e a demanda por voos caiu, operadoras do A380 começaram a traçar planos para a desativação definitiva, devido aos altos custo de operação. Companhias como Lufthansa, Air France e Thai Airways aposentaram o carro-chefe da Airbus, mas outras ainda esperam um cenário melhor para as operações. 

Ainda recente, o CEO Etihad Airways, Tony Douglas, também anunciou formalmente a suspensão de toda a frota de A380 da companhia por tempo indeterminado e ainda disse que a operação do Superjumbo não é economicamente viável. 

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