McDonnell Douglas MD-12, o gigante avião que concorreria com o A380

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Concepção artística divulgada pela McDonnell Douglas – Tratada pelo AEROIN

Quem acompanha a aviação desde a década de 1990 ou antes deve se lembrar de uma figura diferente, de um quadrijato de dois andares e com os winglets proeminentes do MD-11, estampando diversas matérias de revisas da época. Ele teria um tamanho similar ao Boeing 747, mas seria capaz de levar muito mais gente.

Esse gigante era o McDonnell Douglas MD-12, a aposta da fabricante norte-americana para criar um novo nicho de mercado e concorrer com outros projetos similares que nasciam naquele momento, inclusive o Airbus A380 (o único avião double-decker a efetivamente sair do papel). 

Como nasceu a ideia

Hoje a McDonnell Douglas já não existe mais, mas em sua época a empresa tinha força e emplacou uma série de modelos de aviões de corpos estreitos e largos de grande sucesso na aviação comercial, como a série MD80/90, o DC-10 e o MD-11, por exemplo.

Apoiando-se em seu forte nome, no começo dos anos 1990 a empresa planejou iniciar o desenvolvimento de uma nova aeronave, com potencial de ser o jato de maior capacidade de passageiros do mundo.

A primeira ideia era de uma versão alongada do trijato MD-11, mas sua pouca aceitação levou a fabricante a mudar de ideia rumo a um projeto quadrijato de dois andares, visando ao nicho das viagens de grande capacidade que acreditava-se ser a tendência do futuro na medida em que grandes aeroportos ficavam saturados.

O projeto ganhou corpo e peças promocionais foram feitas, até que a McDonnell Douglas revelou oficialmente seu MD-12 em abril de 1992. Na época, foi o terceiro conceito de superjumbo a nascer, depois do Airbus A3XX e do Boeing NLA (“New Large Airplane”).

O MD-12 era para ser uma grande máquina, com comprimento da principal variante de 63,4 m e com envergadura de 64,9 m. A fuselagem tinha 7,39 m de largura por 8,51 m de altura.

Um local a leste da North Mingo Road estava sendo considerado pela McDonnell Douglas para a nova fábrica do MD-12, englobando vários edifícios para a fabricação de um novo jato de dois andares. Segundo o cronograma, o primeiro voo deveria acontecer em 1995, mas isso nunca aconteceu.

Sem nenhum pedido, com pouco dinheiro em caixa e nenhum sócio interessado, além de um custo de projeto bilionário, a McDonnell Douglas resolveu abandonar a ideia nos meses subsequentes.

Especificações

Capacidade: 430 a 511 passageiros, em três e duas classes de serviço, respectivamente
Comprimento: 63,40 m
Envergadura: 64,92 m
Altura: 22,55 m
Peso vazio: 187.650 kg
Peso máximo de decolagem: 430.500 kg
Motores: 4 × turbofans General Electric CF6-80C2 
Velocidade máxima: 1.050 km / h
Alcance: 14.825 km

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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