Milagre a 11 mil metros: bebê nasce em avião durante voo da Qatar Airways

Um Boeing 777-300ER da Qatar Airways foi forçado a fazer um desvio incomum ontem, após um bebê inesperadamente nascer a bordo, reportou o India Today.

Nesta terça-feira, 4, uma situação rara aconteceu a bordo do voo QR830 quando uma cidadã tailandesa deu à luz um bebê com a ajuda da tripulação de cabine. Como resultado, o voo de Doha para Bangkok teve que fazer um pouso de emergência em Calcutá, na Índia, às 3h15 da manhã do horário local.

A mulher de 23 anos entrou em trabalho de parto prematuro e a tripulação imediatamente perguntou se havia algum médico a bordo. Felizmente um doutor se identificou e ajudou a trazer o pequeno menino ao mundo, cumprindo uma etapa do milagre da vida.

Rota do voo QR830 que alternou para a Índia

Enquanto isso, na cabine de comando, o piloto do Boeing 777 solicitou ao Controle de Tráfego Aéreo de Calcutá uma prioridade para pousar em emergência, relatando o feliz motivo.

Após o pouso, a mulher foi internada em um hospital particular e o India Today informou que tanto a mãe quanto o bebê estão bem. Fotos dos dois começaram a circular pela internet poucas horas depois, e eles realmente parecem saudáveis.

O aeroporto de Calcutá emitiu uma nota:

“Um pouso não programado em Calcutá foi necessário no voo de Doha para Bangkok (QR830) devido à prioridade médica. O piloto do voo solicitou ao ATC o pouso com prioridade e o avião pousou com segurança. A equipe do aeroporto, com médicos, estava atendendo à paciente e todos passam bem.”

Cidadania

Quando os bebês nascem no ar, a questão da cidadania costuma ser uma das primeiras perguntas a surgir. Existem vários fatores que podem afetar a cidadania do bebê. 

Geralmente, a nacionalidade dos pais determinará a cidadania do bebê. Isso acontece em 99% dos casos, independentemente do espaço aéreo do país em que o nascimento ocorreu.

Mas alguns lugares concedem a chamada jus soli, que significa o direito do solo. Nesses casos, um bebê nascido neste país, em seu espaço aéreo ou em sua fronteira náutica receberia cidadania. Os EUA é o país mais famoso por ter esse direito.

Embora ainda não saibamos exatamente onde o bebê nasceu, parece que a Índia é o candidato mais provável. Enquanto o vizinho Paquistão opera jus soli, a  Índia aboliu o jus soli nos anos 1980.

No entanto, em alguns casos, um bebê nascido no céu já recebe a nacionalidade do país em que a aeronave está registrada, quando o país de registro for regido por esse critério.

Esse é um assunto bastante rico, falaremos mais dele em breve.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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