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Mulheres da aviação debatem o futuro do setor no encerramento do AirConnected 2021

Na semana passada, aconteceu o AirConnected 2021, evento em que os principais representantes do setor aéreo debateram sobre os desafios enfrentados pela pandemia de Covid-19, sobre a retomada das atividades e o futuro da aviação. No painel de encerramento do evento, Women in Aviation, foram abordadas a forma como o impacto da pandemia foi percebido por diferentes agentes do modal aéreo, as projeções para o futuro e a presença feminina em um ambiente de trabalho predominantemente masculino.

Com mediação de Lívia Herdy, do Fenelon Advogados, participaram do painel a Superintendente de Pessoal da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) Mariana Altoé, a Gerente de Distribuição do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás Ana Helena Mandelli, a Gerente Jurídica da Latam Isabella Vilhena e a Diretora Superintendente de Manutenção, Fretamento e Gerenciamento de Aeronaves da Líder Aviação Bruna Assumpção.

A Superintendente da ANAC apresentou o cenário da aviação brasileira e fez um panorama de antes, durante e depois da pandemia e o impacto causado por ela. Até 2019, algumas das metas eram a redução tarifária sobre os combustíveis, maior acesso ao transporte aéreo, liberalização do capital estrangeiro e desregulamentação econômica (como tarifas, franquia de bagagem e liberdade de rotas). Em um momento de crescimento do setor, houve um aumento expressivo na preferência do brasileiro pelo transporte aéreo ao rodoviário entre 2003 e 2017, que saltou de 27,9% para 67,5%.

Com a pandemia, houve redução de 93% da malha aérea doméstica e 96% da malha internacional, em determinados meses. Antes da pandemia, 115 cidades eram atendidas, esse número passou para 47 com o início da pandemia e está em 97 com a retomada das atividades aéreas. De acordo com a Superintendente, criou-se uma malha aérea mínima para manter o que era essencial.

A especialista indicou que a ANAC teve ações visando minimizar o impacto e auxiliar o setor a se reerguer da crise. “As medidas da ANAC foram tomadas buscando antecipar para agir melhor”, afirmou. Altoé destacou que foram realizadas mais de 100 ações e citou algumas dessas medidas, como a prorrogação das validades de habilitações e certificados; autorizações de transporte de carga na cabine, principalmente de material biológico; auxílio na repatriação de brasileiros; coordenação de hangaragem a céu aberto para estacionamento contingencial de aeronaves; waiver para slots em aeroportos coordenados; flexibilização da Resolução n° 400; venda de assentos para passageiros por empresas de taxi-aéreo; transportes de artigos perigosos (como oxigênio comprimido).

“A ANAC agiu super rápido e eficiente. Uma semana depois da OMS declarar a pandemia, a ANAC já tinha estabelecido a malha aérea essencial e flexibilizou medidas”, afirmou a Gerente Jurídica da Latam Isabella Vilhena.

De acordo com a Superintendente, o Brasil reúne as condições ideias para a expansão da aviação. “A gente está se preparando para um ambiente regulatório novo, mais simples e com menor custo para o setor, sem tirar o foco da segurança”, alegou, apresentando o projeto Voo Simples, que busca simplificar e desburocratizar a aviação brasileira.

Segundo Altoé, um dos pontos em ascensão é o de mulheres na aviação. “Na última década, teve um aumento muito grande. Apesar de ainda ser um número baixo, está em expansão”, afirma a especialista. Em 2019, do total de 967 licenças de pilotos comerciais emitidas, 52 eram de mulheres, o que representa apenas 5,4%. A Superintendente também abordou os desafios e as oportunidades futuras do setor aéreo como a retomada da aviação civil mundial, redução dos custos do setor, concessões e igualdade de gênero.

Ao longo das palestras, para um cenário pós-pandêmico, os representantes do setor aéreo projetaram uma maior retomada de voos internacionais e indicaram a preocupação com sustentabilidade, diminuição de custos, maior igualdade de gêneros e investimento em tecnologia.

Informações da ANAC

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