No caos, setor aéreo britânico pede novo socorro financeiro ao seu Governo

As companhias aéreas, os administradores aeroportos e fabricantes de equipamentos de aviação do Reino Unido estão pedindo um novo pacote emergencial de ajuda financeira do Governo, além de um plano de recuperação de longo prazo. O setor é um dos segmentos econômicos que mais sofreram com recrudescimento da pandemia na Europa e a política de testagem em massa não surgiu o efeito esperado.

De acordo com a agência Reuters, três organizações comerciais que representam as empresas afetadas disseram ter escrito ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. As instituições pediram um pacote de medidas de ajuda econômica, incluindo a suspensão temporária das taxas e impostos sobre os voos, empréstimos extras para companhias aéreas e acesso a fundos para manter a cadeia de abastecimento aéreo.

A associação a Airlines UK, que representa gigantes como a British Airways e a easyJet, declarou à agência que a ajuda é necessária para “proteger as empresas da ameaça à sua sobrevivência” e para evitar que mais empregos sejam colocados em risco pela pandemia. Além da Airlines UK, assinaram a carta ao primeiro-ministro a Airport Operators Association (AOA), associação dos aeroportos, e a ADS Group, associação comercial que representa a indústria de equipamentos aeroespaciais.

Crise

O total de voos no Reino Unido em 2020 caiu 80% em relação a 2019. Mais de 45.000 empregos já foram perdidos no setor, mas a expectativa é que esses números aumentem ainda mais, de acordo com as organizações.

O Reino Unido passou a exigir um teste negativo conta COVID antes do embarque e um período de quarentena para todos os viajantes que chegam ao país. Segundo as organizações empresariais, as medidas são novos golpes no já combalido setor aéreo britânico.

No final de janeiro, o governo britânico anunciou que daria ajuda financeira aos aeroportos até o fim de março. A indústria de aviação do país reclama ter pedido repetidas vezes ao governo ajuda financeira específica durante a crise. No entanto, até agora, só se beneficiou dos esquemas de apoio para toda a economia, sem se ater às características do setor.

“Para alcançar uma recuperação econômica geral forte desta crise, o Reino Unido deve sustentar as indústrias de aviação e aeroespacial que nos conectam a parceiros comerciais globais e fornecem empregos vitais em todas as partes do país”, disse o presidente-executivo da ADS, Paul Everitt, em comunicado à imprensa.

Em 2020, o principal aeroporto do país, Heathrow, em Londres, perdeu mais de 70% da movimentação de passageiros em relação ao 2019 e caiu para a terceira posição entre os terminais mais ativos da Europa, resultado da paralisação aérea em decorrência da pandemia.  

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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