No dia de hoje, há 15 anos, a GOL recebia seu primeiro Boeing 737-800 SFP

Foto de aeroprints.com, CC BY-SA 3.0 via Wikimedia

No dia 30 de julho de 2006, exatamente 15 anos atrás, a Gol Linhas Aéreas recebia seu primeiro Boeing 737-800 SFP, da sigla Short Field Performance. A nova aeronave, desenvolvida para aeroportos críticos, chegaria para colocar a Gol em vantagem em rotas-chave como a Ponte Aérea.

Os aprimoramentos trazidos ao projeto do 737 pelo pacote SFP permitem que os operadores voem com maior carga útil dentro e fora de aeroportos com pistas com menos de 1.500 metros de comprimento, que é o caso o Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

O pacote inclui um skid de cauda de duas posições que permite velocidades de aproximação reduzidas, slats dianteiros selados que fornecem maior sustentação durante a decolagem e maior deflexão do spoiler no solo que melhora o desempenho de decolagem e pouso.

Tais mudanças de desempenho em pistas curtas foram desenvolvidas em 2004 para atender às necessidades da GOL na pista de Santos Dumont, que tem 1.323 metros. Por ser muito curta, a pista não poderia acomodar aeronaves maiores em velocidades de aproximação mais altas com cargas úteis completas. Até aquele momento, a GOL operava apenas com o Boeing 737-700 no crítico aeroporto carioca.

Em termos de capacidade, a introdução do Boeing 737-800 SFP gerou grande vantagem para a GOL, já que seus voos podiam levar 30% mais passageiros do que as concorrentes naquele momento. A capacidade do 737 SFP, de 189 assentos, se comparava aos 144 dos A319 da Latam, por exemplo (hoje, as empresas já voam com Airbus A320 que têm pacotes especiais para operar no Santos Dumont e têm, portanto, capacidades semelhantes).

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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