Norwegian coloca um ponto final na possibilidade de voltar à Argentina

Boeing 737 da Norwegian – Imagem: Tommy Olsson, via Pixabay

Após a companhia aérea norueguesa Norwegian vender sua divisão Norwegian Argentina para o grupo chileno JetSmart às vésperas da mudança de governo argentino em dezembro de 2019, a companhia nórdica agora anuncia oficialmente que não há mais nenhum plano de retomar operações ao país sul-americano.

Apesar de a negociação ter acontecido em 2019 e de a aviação ter sido impactada pela crise da Covid-19 a partir do começo de 2020, até meados do primeiro semestre daquele ano a Norwegian Air Argentina seguia compartilhando publicações em redes sociais informando, por exemplo, que estava “fazendo tudo que podia para retornar rapidamente”, pois também fazia ligações entre Buenos Aires e a Noruega.

Muitos eram os passageiros que aproveitavam as publicações para reclamar de pedidos não atendidos de devolução de passagens aéreas de voos da companhia, porém, seguiam-se ativos planos de retorno ao país.

Entretanto, no último dia 31 de agosto, tudo mudou oficialmente após quase 1 ano e meio sem atualizações. Em um novo comunicado, a companhia descreveu que não mais voltará à Argentina após decisões do processo de reestruturação pelo qual passa a Norwegian. Em sua conta no Facebook, o seguinte texto foi publicado:

“É possível que você tenha escutado que recentemente completamos nosso processo de reestruturação. Como resultado, adotou-se uma estratégia renovada e focada exclusivamente em nossos mercados nórdicos. Lamentavelmente, isso significa que já não voltaremos à Argentina em um futuro próximo e, por isso, encerraremos esta conta.”

Mais sobre a Norwegian Argentina

Nascida em 2017 com um plano de investimento de US$ 4,3 bilhões em oito anos, a Norwegian Air Argentina procurou conquistar sua fatia de mercado doméstico oferecendo novas aeronaves e preços baixos.

Das 70 aeronaves planejadas originalmente, a frota alcançou quatro no seu auge e depois foi reduzida a três quando um dos 737 retornou à empresa matriz na Europa após o aterramento do 737 MAX.

As 146 rotas solicitadas à autoridade nacional ficaram longe de serem atendidas, chegando a seis rotas cobertas a partir de Buenos Aires nos últimos meses antes da suspensão das operações: Bariloche, Iguazú, Ushuaia, Mendoza, Neuquén e Córdoba.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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