NTSB mostra em detalhe o local da falha do motor do Boeing 777

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Na data de ontem, 22 de fevereiro, vimos que o Conselho Nacional de Segurança de Transporte dos Estados Unidos (NTSB – National Transportation Safety Board) apresentou informações preliminares sobre as descobertas iniciais da investigação do incidente em voo com o motor Pratt & Whitnet PW 4000-112 do Boeing 777-200 da United Airlines.

Segundo os investigadores, a destruição do motor, com a consequente queda de diversas peças e fragmentos sobre a cidade de Denver, parece ter sido causada por uma falha do fan, o grande “ventilador” que fica na parte frontal do conjunto propulsor, já que foram encontradas duas de suas palhetas quebradas.

Até ontem, as imagens mostravam apenas à distância o motor direito com as palhetas faltantes, bem como o dano na carenagem da raiz da asa direita, causado por algo ejetado com alta energia – possivelmente um dos fragmentos das palhetas.

Agora, trazemos nova imagem divulgada pelo NTSB, apresentando, em detalhe, a região da falha do fan.

Imagem: NTSB

Na imagem é possível notar a base que restou da palheta que se perdeu por completo, bem como o segmento restante da palheta que teve sua fratura aproximadamente na metade de sua envergadura.

Também é possível ver o característico interior das palhetas deste modelo de fan da Pratt & Whitney, que conta com cavidades que têm como objetivo, entre outros, a redução do peso da peça.

Vale ressaltar que dificilmente as duas palhetas apresentaram falha simultânea neste incidente. Em casos como este, é bastante comum uma palheta fraturar por um problema pré-existente e, devido à alta energia envolvida, ela acabar por quebrar uma ou mais palhetas adjacentes.

Outra imagem do NTSB também mostra que as “caixas-pretas”, tecnicamente chamadas de gravadores de dados de voo e de voz, já tiveram suas informações baixadas para análise.

Imagem: NTSB

Com isso, alguns dos próximos passos da investigação envolverão a análise dos parâmetros do motor para identificar se houve anomalias de funcionamento antes da falha das palhetas, bem como avaliação das características da quebra das palhetas para descobrir como ocorreu a ruptura do material.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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