O Boeing 777 gêmeo cujo motor despedaçou em voo para o Havaí, só que em 2018

Receba essa e outras notícias em seu celular, clique para acessar o canal AEROIN no Telegram e nosso perfil no Instagram.

O mais novo déjà-vu da aviação veio a acontecer na semana passada junto com o grave incidente envolvendo o jato triplo-sete da United Airlines, cujo motor explodiu em voo. Isso porque um outro caso de grave problema de motor, envolvendo outro Boeing 777 da United, também com destino ao Havaí, aconteceu anos atrás.

O caso ocorrido no final de semana passado em Denver, no Colorado, foi muito mais grave, mas tem muitas similaridades com o de 2018, que aconteceu em São Francisco, no norte da Califórnia.

Ambas as aeronaves são do mesmo modelo e, na verdade, gêmeas. O jato envolvido no incidente de 2018 é o registrado como N773UA e o de agora foi o N772UA. Esses são respectivamente o quarto e o quinto Boeings 777 construídos no mundo, da primeira operadora global, a United Airlines.

Os dois 777-200 são equipados com o motor Pratt & Whitney 4000, faziam voos para Honolulu, no Havaí, mas tiveram que retornar logo após a decolagem, e pelo que tudo indica, por problemas similares.

Imagem: NTSB

Até agora, o NTSB, órgão responsável pela investigação de acidentes aéreos nos EUA, informou que, no caso ocorrido no último dia 20, foram encontradas palhetas do fan quebradas e outras com rachaduras.

No caso de 2018, a investigação já foi concluída e apontou que o motor se despedaçou após uma palheta do fan se quebrar, atingir partes internas e causar a “quebra” do motor, que começou a vibrar muito forte e soltar partes.

O relatório conclui que o problema foi, inclusive, detectado precocemente em 2015, mas falhas nos processos de inspeção fizeram com que o sinal do problema fosse interpretado como apenas algo visual, sem risco, levando a uma avaliação errônea da inspeção.

Ainda é muito cedo para afirmar as causas do caso mais recente, mas as similaridades entre os dois casos chamam a atenção de todos, inclusive das autoridades, que recomendaram uma inspeção extra e proibição dos voos com o modelo:

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

Veja outras histórias