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O que os presidentes das 4 maiores empresas aéreas do país disseram no evento de hoje

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Rodgerson e Cadier, de Azul e Latam

Em evento transmitido virtualmente durante a Abav Collab, a edição online da feira anual da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagem), os presidentes das quatro maiores empresas aéreas do Brasil, John Rodgerson (Azul), Paulo Kakinoff (GOL), Jerome Cadier (LATAM Brasil) e Eduardo Busch (VOEPASS) estiveram juntos “na mesma mesa” para passarem uma mensagem conjunta acerca da retomada da aviação brasileira. O encontro foi mediado por Magda Nassar, presidente da ABAV e contou com a presença de Eduardo Sanowicz, da Abear.

Sincero como de costume, John Rodgerson, presidente da Azul Linhas Aéreas, iniciou a conversa com a mensagem de que eles estavam ali “para resgatar a indústria da aviação”. Ele foi complementado por Paulo Kakinoff, que salientou que “não existe concorrência entre as empresas quando o assunto é segurança”. Juntas, essas declarações resumem o que foi o encontro, ou seja, uma conclamação pública aos agentes de viagens e profissionais do turismo para que eles apoiem a retomada do segmento a partir da conscientização do público.

Com isso, um tema bastante explorado foi a segurança do transporte aéreo, mesmo com uma pandemia “lá fora”. Eles deram exemplos do que veem em suas equipes que corroboram com a queda na curva de contágio observada em todo o país.

Paulo Kakinoff salientou que os testes realizados na empresa revelaram uma contaminação por Covid a cada 1.100 tripulantes. Por sua vez, Eduardo Busch mencionou que, desde que a Voepass voltou a voar, não foi contabilizado nenhum caso de contaminação de tripulante. Segundo eles, isso comprova a segurança de voar e confirmam que o ambiente do avião não incrementa o risco de contágio.

Segundo os executivos, a demanda está latente e as pessoas querem voar e têm os recursos, uma vez que as tarifas estão abaixo da média. Um exemplo que ilustra esse cenário foi citado por Paulo Kakinoff. “Se no passado as pessoas planejavam uma viagem e compravam um bilhete para voar daqui a 5 ou 6 meses, agora as passagens estão sendo compradas para viajar na próxima semana ou daqui a duas semanas”, disse ele, reforçando a ansiedade e a necessidade das pessoas por viajarem.

Pragmático, Jerome Cadier reforçou a importância da troca de informações do agente com seus clientes, no sentido de dar segurança ao mercado de que é tranquilo viajar de avião. Ele cita que, além das medidas de segurança física do voo, as empresas revisitaram suas práticas comerciais para dar flexibilidade e reduzir a insegurança dos passageiros para o caso de necessidade de remarcação. Segundo Cadier, o setor aéreo (e do turismo), estão num momento de reconstrução após uma situação que jamais foi vivenciada antes.

Todos concordam que há uma enorme demanda reprimida, dependendo unicamente da volta da confiança do público e que isso precisa ser trabalhado pelos profissionais do setor. John Rodgerson comentou que “não é mais hora de chorar”, mas de recuperar o mercado, sobretudo porque os níveis mais altos da pandemia já passaram, fruto do esforço feito pelos brasileiros nos últimos meses.

Por fim, eles compartilham que o momento vai garantir uma experiência diferente para os passageiros, mas com total segurança. Agora é hora de focar na retomada, sobretudo do mercado doméstico.

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