Início Empresas Aéreas ‘Operar na Argentina está se tornando inviável’, alertam companhias aéreas

‘Operar na Argentina está se tornando inviável’, alertam companhias aéreas

Com o governo argentino permanecendo quase que totalmente inflexível em sua decisão tomada no mês passado de minimizar a quantidade de passageiros internacionais que pode entrar no país, e a falta de um diálogo fluido entre as autoridades e representantes das companhias aéreas privadas, que não escondem sua decepção: “operar na Argentina está se tornando inviável”, disseram através da IATA.

Conforme matéria do nosso parceiro Aviacionline, as empresas enfatizam a falta de consideração quanto aos requisitos operacionais do setor aéreo, renovando a convocação ao chefe de gabinete, Santiago Cafiero, para uma reunião na qual “possa ser traçado um plano de longo prazo que permita às companhias aéreas restabelecer o confiabilidade dos voos internacionais para a nação.

“Embora as novas cotas prevejam um aumento mínimo e gradual nas próximas semanas, isso é insuficiente para resolver a situação dos passageiros que ainda estão retidos ao redor do mundo. Como a validade do que foi anunciado é até 6 de agosto, as companhias aéreas não conseguem confirmar uma data de voo aos seus passageiros após esse dia, ainda não temos clareza e previsibilidade nas autorizações e capacidades de voo. Além disso, não sabemos qual é a metodologia utilizada pelas autoridades para distribuição e alocação. O processo é completamente arbitrário e às vezes parece discriminatório”, comentou Peter Cerdá, vice-presidente regional da IATA para as Américas.

Segundo dados da entidade, a quase paralisação da atividade aérea internacional na Argentina põe em risco os US$ 5,91 bilhões com os quais contribui para o PIB nacional e cerca de 43.057 empregos.

“Sem agências governamentais trabalhando em conjunto com as aéreas é muito provável que mais aéreas suspendam e até abandonem suas atividades na Argentina no curto prazo, impactando a já diminuída conectividade do país com o resto do mundo. Mais do que para as companhias aéreas, o prejuízo é para o país e seus habitantes, muitas pessoas continuam perdendo suas fontes de renda, empregos e o que é pior, a liberdade de viajar”, acrescentou Cerdá, que também pediu ao governo argentino que “siga o que diz a ciência para gerenciar o acesso ao país durante a pandemia”. Há uma grande probabilidade de que a COVID-19 se torne endêmica e a solução a longo prazo não pode ser continuar a restringir a liberdade de viajar da forma atual e com medidas generalizadas.

Em 9 de julho, a Administração Nacional de Aviação Civil (ANAC) havia anunciado que aumentaria gradativamente o fluxo de entradas diárias, dos atuais 600 para 742 na segunda semana de julho, 900 na terceira e 1000 durante a quarta de julho e a primeira de agosto. Ainda metade dos 2.000 que foram permitidos até junho.

Segundo dados da Aviacionline, a Argentina é o país com menos recuperação na oferta de assentos internacionais na América Latina e Caribe em julho.