Os voos de recertificação do Boeing 737 MAX já foram concluídos, o que vem agora?

Após três dias de testes, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) emitiu uma nota informando que o programa de voos de recertificação do Boeing 737 MAX está concluído e agora inicia uma etapa de análise mais profunda sobre os dados coletados.

Em nota, a entidade disse: “Durante três dias de testes nesta semana, pilotos e engenheiros da FAA avaliaram as mudanças propostas pela Boeing em conexão com o sistema de controle de voo automatizado da aeronave. Embora a conclusão dos voos seja um marco, várias tarefas importantes permanecem pendentes, incluindo a avaliação dos dados coletados durante esses voos”.

Não há uma data final para conclusão do processo, mas estima-se que o 737 MAX não seja liberado para voar até o começo de setembro, depois que os dados forem coletados e alguns testes em voo adicionais forem realizados. Inclusive, o próprio chefe da FAA disse que ele próprio quer pilotar a aeronave antes de liberá-la para uso comercial.

Como amplamente divulgado, o 737 MAX está “de castigo” desde março de 2019, após o segundo de dois acidentes fatais. O primeiro acidente, o voo 610 da Lion Air, caiu no Mar de Java, na Indonésia, em outubro de 2018, após 12 minutos, durante os quais os pilotos lutaram para controlar o avião. Em março de 2019, foi a vez do voo 302 da Ethiopian Airlines, que caiu seis minutos após decolar de Adis Abeba, na Etiópia. Em 13 de março de 2019, os EUA se tornaram um dos últimos países a aterrar o jato.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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