País da União Europeia escolhe o F-35 ao invés do Eurofighter

A Bélgica escolheu os jatos stealth F-35 da Lockheed Martin ao invés do Eurofighter Typhoon para substituir seus antigos F-16, disse a agência de notícias Belga citando fontes do governo. Um movimento que consolidaria a posição do avião de guerra dos EUA.

O país tem deliberado por meses sobre uma compra multibilionária de 34 novos caças, com o último prazo para uma decisão sendo no próximo dia 29 de outubro.




Avião Caça Lockheed Martin F-35 Lightning II

Lockheed Martin F-35

Uma porta-voz do Ministério da Defesa se recusou a comentar a decisão do governo e não confirmou o prazo final de outubro.

A porta-voz da Lockheed, Carolyn Nelson, não confirmou que uma decisão foi tomada, mas disse que a empresa continua confiante de que o F-35 é a escolha certa para a Bélgica.

“O F-35 oferece capacidade de transformação para a Força Aérea Belga e, se selecionado, irá alinhá-los com uma coalizão global operando a aeronave mais avançada do mundo”.

Se confirmada, a decisão fará da Bélgica o 12º país a comprar os jatos F-35, que evitam a vigilância de radares e pode ajudar a fortalecer a posição da empresa aeroespacial nos próximos leilões na Suíça, Finlândia e Alemanha.

A decisão, cujo resultado foi divulgado pela Reuters na sexta-feira passada, era esperada em julho antes da cúpula da Otan em Bruxelas. A encomenda de jatos com entrega prevista para 2023 é estimada em 3,6 bilhões de euros (15,2 bilhões de reais).

Washington estendeu os termos da proposta do F-35 para 31 de outubro, a pedido de Bruxelas, disseram fontes dos EUA, acrescentando que qualquer atraso adicional provocaria mudanças nos preços.




A Lockheed disse que sua oferta dará às empresas belgas oportunidades significativas de contribuir para o empreendimento global do F-35.

O primeiro-ministro belga, Charles Michel, disse anteriormente que gostaria de tomar a decisão sobre as substituições do F-16 antes de uma eleição nacional em maio. Já o ministro da Defesa, Steven Vandeput, disse que espera resolver o problema antes de deixar o cargo no final do ano.

Um golpe para o Eurofighter

Uma vitória da Lockheed marcaria um revés para a Grã-Bretanha, Alemanha, Itália e Espanha. Os quatro países por trás do programa Eurofighter montaram uma forte campanha de lobby para o avião de guerra europeu.

Avião Caça Eurofighter

Imagem: Eurofighter

Também é provável que a escolha enfureça a França, que não apresentou uma oferta formal pelo caça Rafale construído pela Dassault Aviation, mas ofereceu à Bélgica uma estreita cooperação de defesa para evitar uma maior disseminação do F-35 na Europa.

Outros compradores europeus do F-35 incluem Grã-Bretanha, Holanda, Dinamarca, Itália, Turquia e Noruega.

O Eurofighter já voa na Alemanha, Grã-Bretanha, Áustria, Itália e Espanha.

 
Informações pela Reuters.
 




Realizando um voo a bordo do Eurofighter Typhoon

Piloto grava Boeing 777 sendo interceptado por jatos Eurofighter.

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.