Início Aviação Militar Jato da Embraer pode se tornar nova plataforma de guerra marítima

Jato da Embraer pode se tornar nova plataforma de guerra marítima

Receba as notícias em seu celular, clique para acessar o canal AEROIN no Telegram e nosso perfil no Instagram.

Enquanto a Força Aérea Brasileira moderniza seus aviões P-3 da década de 1950, o governo do Paquistão decidiu ir em outra direção e começar a substituí-los por equipamentos mais modernos. E um dos escolhidos teria sido um jato da Embraer.

Lineage 1000 – Imagem: Embraer

Segundo reportou o Defense News, o chefe da marinha do Paquistão, almirante Zafar Mahmood Abbas, anunciou no último dia 6 de outubro que o país substituiria sua frota de aeronaves de patrulha marítima, atualmente composta pelos Lockheed P-3C Orion (baseados nos Electras), por 10 jatos comerciais adaptados.

Toda essa substituição de frota será feita de forma gradativa e esse programa se encontra ainda em estágios iniciais, de forma que até agora apenas 1 aeronave teria sido encomendada, e esta teria sido o modelo Embraer Lineage 1000 (executivo baseado no E190). A mídia paquistanesa, entretanto, informa que nem a Embraer, nem o próprio governo paquistanês, confirmam que o Lineage foi realmente escolhido.

A marinha paquistanesa pretende transformar o avião em uma plataforma adaptada para operação de guerra marítima anti-submarina. Inclusive o Paquistão já teria até batizado sua nova aeronave, que, quando convertida, se chamará ‘Sea Sultan’ (Sultão do Mar).

A intenção de transformar uma aeronave comercial em uma adaptada como plataforma de guerra é muito desafiadora, porém não inédita. Douglas Barrie, um analista aeroespacial do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos comentou que o P-8 dos EUA, por exemplo, é um derivado do Boeing 737-800.

Boeing P-8A dos EUA – Imagem: aceebee / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

O analista apontou também os desafios da transformação. Segundo ele, a gestão de riscos será de extrema importância, “principalmente se o transporte interno de armas for necessário, onde um compartimento de bomba precisará ser cortado na fuselagem”, acrescentou Barrie.

Barrie falou ainda que muito provavelmente a fabricante brasileira será convocada para auxiliar a marinha na conversão das aeronaves, “caso contrário, os desafios serão ainda maiores”.

A relação entre a fabricante brasileira e o governo paquistanês já vem de longa data. Em 2009, por exemplo, a Embraer entregou a primeira aeronave de uma encomenda de quatro Phenom 100 para as Forças Aéreas do país asiático.

Receba as notícias em seu celular, clique para acessar o canal AEROIN no Telegram e nosso perfil no Instagram.

Apaixonado por aviação desde o berço como filho de comissário de bordo, realizou o sonho de criança se tornando comissário em 2011 e leva a experiência de quase 10 anos no mercado da aviação. Formado Trainer em Programação Neurolinguística, conseguiu unir suas duas paixões, comunicação e aviação.
Sair da versão mobile