Para reduzir desperdício, aérea vende pacotes surpresa com a comida que sobrou dos voos

A Swiss está testando a possibilidade de oferecer aos seus clientes alimentos não vendidos a preços reduzidos, em colaboração com seu parceiro “Too Good To Go”.

A Swiss International Air Lines (ou apenas Swiss) lançou uma iniciativa que busca reduzir os volumes de alimentos in natura que permanecem não vendidos em seus voos e, portanto, devem ser descartados. A empresa já usa dados históricos de vendas de cada voo para embarcar os produtos mais propensos de serem vendidos, mas “acertar na mosca” é praticamente impossível e sempre acabam sobrando alimentos.

Pensando nisso, a empresa está dando mais um passo para eliminar o desperdício ao se associar com seu parceiro “Too Good To Go” a fim de oferecer a preços reduzidos todos os alimentos frescos que não forem vendidos. 

O novo conceito consiste em oferecer, no final do voo, quaisquer alimentos frescos que não sejam vendidos. A disponibilidade desses itens é comunicada por meio de um anúncio a bordo, e os passageiros interessados ​​recebem uma sacola contendo um, dois ou três alimentos frescos por um terço do preço normal. O conteúdo da bolsa não é revelado com antecedência e permanece uma surpresa para o comprador.

A nova abordagem está sendo testada em colaboração com “Too Good To Go”, a maior plataforma de aplicativos do mundo focada em conectar empresas com usuários para reduzir o desperdício de alimentos. 

“Gerenciar resíduos a bordo é uma parte importante do nosso compromisso com uma maior sustentabilidade”, enfatiza o CCO da Swss, Tamur Goudarzi Pour. “Esperamos reduzir significativamente os alimentos não utilizados a bordo de nossas aeronaves com a introdução deste serviço. Pensar na sustentabilidade em todos os nossos produtos, serviços e processos faz parte do nosso DNA.”

“Os primeiros resultados desses testes foram promissores”, acrescenta Romain Vetter, chefe da SWISS para a Suíça Ocidental. “A nova abordagem foi bem recebida pelos nossos passageiros nos voos em questão. Estamos agora aguardando uma análise final das descobertas dos testes para decidir se devemos estendê-lo para outras rotas”.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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