Passageiras obrigadas a fazerem exame ginecológico antes de voo no Catar

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Avião Boeing 777-300 Qatar Airways
Imagem: Aero Icarus / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons

Uma grande revolta tomou conta do governo australiano, depois que treze mulheres do seu país, e mais um punhado de outras localidades, foram obrigadas a fazer um exame ginecológico invasivo no aeroporto de Doha, no domingo (26), após um bebê prematuro ter sido encontrado abandonado no banheiro do terminal.

O que aconteceu daí em diante causou comoção e revolta, tanto em relação ao abandono do pequeno indefeso, quanto no abuso com as passageiras. Após terem encontrado o bebê, as autoridades do Catar não permitiram o embarque de nenhuma mulher adulta em idade fértil no voo QR908 da Qatar Airways com destino a Sydney, até que elas fizessem um minucioso exame em pleno aeroporto.

À BBC, uma das passageiras disse que as autoridades “forçaram-nas a tirar a roupa íntima para um exame genital em uma ambulância no pátio. Além das 13 australianas, mulheres de outros países também foram detidas e submetidas a inspeções”.

As mulheres foram examinadas em busca de sinais de parto recente.

Em comunicado oficial direcionado ao governo do Catar na noite de ontem (26), o governo australiano disse que o tratamento das mulheres estava “além do limite tolerável”, embora não tenha ainda chamado de agressão sexual, até que os relatórios sejam divulgados.

De qualquer forma, o governo australiano entendeu que houve uma violação dos direitos humanos duplamente, tanto por parte da mãe que abandonou o recém-nascido, quando por parte das autoridades que forçaram um exame.

Segundo o DailyMail, o Aeroporto Hamad International não forneceu detalhes sobre os exames, nem o número de mulheres e voos afetados. Apenas disse em nota à toda a imprensa que “os profissionais médicos expressaram preocupação às autoridades sobre a saúde e o bem-estar de uma mãe que acabou de dar à luz e solicitaram que ela fosse localizada antes de partir. Os indivíduos que tiveram acesso à área específica do aeroporto onde foi encontrado o recém-nascido foram solicitados a auxiliar na consulta”.

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Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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