Passageiro processa duas companhias aéreas após comissário fazê-lo tropeçar

Um passageiro dos Estados Unidos, que voava na Air France, está processando a companhia aérea francesa, após alegar que um comissário de bordo teria feito ele tropeçar e cair, causando alguns ferimentos, no dia 26 de fevereiro de 2020.

A350 da Air France
A350-900 Air France – Imagem: Líder da onda / CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

A vítima identificada como Usman Jalloh, morador de College Park, em Maryland, precisou ser retirado da aeronave ao final do voo utilizando uma cadeira de rodas, após ter sofrido um ferimento no voo que partiu do Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris para o Aeroporto Internacional Washington – Dulles.

Na última sexta-feira, dia 18 de junho, Usman entrou com uma ação no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Leste da Virgínia alegando ter sofrido danos substanciais devido aos ferimentos. Além da Air France, o homem também está processando a Delta Air Lines, pois ele portava uma passagem da francesa com o codeshare da americana, agora ambas responderão conforme a Convenção de Montreal.

Diz o Paddle Your Own Kanoo que, segundo o processo, o passageiro em questão teria levantado diversas vezes de sua poltrona para usar o banheiro da aeronave, que fica na parte traseira. Para acessar o local, Usman teria que passar pela galley onde um grupo de comissários estava reunido.

Usman afirma no processo que, ao passar próximo do grupo de tripulantes, um deles teria colocado um pé para trás ele teria tropeçado e caído com o rosto no chão da aeronave. O ferimento teria sido tão grave que bolsas de gelo foram usadas para minimizar a lesão e, posteriormente, o passageiro saiu de cadeiras de rodas. “Os ferimentos causados no voo, causam dor e desconforto mesmo após um ano desde o incidente”, ele diz no processo.

As companhias foram processadas com base no Artigo 17 da Convenção de Montreal, que diz que, a empresa é responsável pelo dano causado em caso de morte ou de lesão corporal de um passageiro, desde que o acidente tenha ocorrido a bordo da aeronave ou durante quaisquer operações de embarque ou desembarque.

Segundo processo

Em outro caso, ocorrido também em fevereiro de 2020, num voo entre Tóquio, no Japão e Detroit, nos Estados Unidos, uma passageira identificada como Melba Harris está processando a Delta Air Lines após ter sofrido queimaduras de segundo grau com um café. Ela entrou com uma ação também na sexta-feira, dia 18 de junho.

Baseado também na Convenção de Montreal, a passageira alega que uma comissária de bordo teria feito o café em uma temperatura impossível de se consumir e, em determinado momento, acabou derrubando alguns respingos em seu colo, causando ferimentos e cicatrizes permanentes na coxa.

Juliano Gianotto
Ativo no Plane Spotting e aficionado pelo mundo aeronáutico, com ênfase em aviação militar, atualmente trabalha no ramo de fotografia profissional.

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