Pássaro acerta radome de avião da Azul, levando a um pouso imprevisto no Pará

Um voo da Azul precisou retornar ao seu aeroporto de origem depois que um pássaro colidiu em cheio com o radome (nariz) da aeronave durante o procedimento de subida. O evento aconteceu em 21 de dezembro, na cidade de Marabá (PA).

O jato, um Airbus A320neo de matrícula PR-YSC, decolou do aeroporto João Correia da Rocha no final da madrugada da segunda-feira, para mais um voo regular com destino à capital Belém. A bordo seguiam 151 passageiros e mais seis tripulantes.

Segundo as informações registradas no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), durante a subida inicial, um pássaro de espécie indeterminada colidiu contra o nariz do jato. Sem saber da extensão dos danos, os pilotos verificaram os procedimentos previstos no manual e optaram por retornar ao aeroporto, sem a necessidade de declarar emergência.

Segundo os dados registrados no FlightRadar24, após estabilizarem a 6.000 pés e realizarem as manobras necessárias para o regresso, os pilotos pousaram sem intercorrências, 30 minutos após a decolagem. Em solo, foi assegurado que não havia danos à estrutura da aeronave e os pilotos decolaram novamente para Belém uma hora depois.

Colisões com pássaros (“bird strikes”) são incidentes relativamente comuns e dificilmente representam riscos para a segurança do voo. Colisões com o radome da aeronave, por vezes, podem resultar em danos substanciais a essa parte da aeronave e, portanto, ainda que os motores permaneçam íntegros, é necessário pousar no aeroporto mais próximo para verificar o quão extensos são os danos da colisão.

Imagem do FlightRadar24
Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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