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Pesquisa revela que apenas 43% dos pilotos comerciais estão empregados

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Foto China Southern

O GOOSE Recruitment e a FlightGlobal trabalharam em parceria para criar uma pesquisa e estabelecer como os eventos de 2020 impactaram o mercado global de pilotos de linha aérea, publicando um relatório que destaca tendências nas taxas de emprego, remuneração, procura e retenção de emprego, envolvimento dos funcionários, saúde mental e o futuro da aviação e dos pilotos.    

A pesquisa foi projetada para que os pilotos de todas as categorias pudessem participar, incluindo comandantes, primeiros oficiais, segundos oficiais e cadetes. Todos os entrevistados responderam às perguntas online usando Survey Monkey, uma plataforma de pesquisa líder do setor.

Os pilotos responderam a 30 perguntas cada um, as quais foram mantidas estritamente confidenciais. A pesquisa ficou aberta por quatro semanas e encerrada em 30 de outubro de 2020. Um total de 2.598 pilotos participaram do questionário.

Usando um percentual de pilotos de cada região, sendo a maioria europeus, mas também com participantes da América Latina, a pesquisa concluiu que 43% deles estão empregados e voando atualmente; outros 47% estão desempregados ou em licença; enquanto que 6% estão atuando em outras atividades na aviação. Um total de 4% disse que está atuando em outras indústrias.

Em outra pergunta, o time da Goose Recrutiing quis saber, daqueles que estão desempregados, onde eles estão colocando seu esforço naquele momento. Um total de 69% disse que estava ativamente procurando uma recolocação como piloto; 15% estavam esperando a recuperação do setor antes de procurar um emprego; e 9% estavam procurando emprego em outras atividades. Os 7% remanescentes disseram que se aposentaram.

Outra pergunta interessante diz respeito à quantidade de vezes que a pessoa ficou desempregada. Para 69% dos pilotos, esta foi a primeira vez que eles experimentaram o desemprego, enquanto que quase um terço tinha passado por isso antes. Sem surpresa, comandantes com anos adicionais na profissão tinham mais probabilidade de terem ficado desempregados em algum momento enquanto que, para os primeiros oficiais, apenas 26% estiveram desempregados antes.

A expectativa é que esse número de profissionais altamente capacitados e fora do mercado regrida com o passar dos meses e na medida em que mais pessoas são vacinadas.

A pesquisa é muito abrangente e engloba aspectos de saúde mental e outros temas. Para baixar o relatório completo clique aqui.