Pilotos vacinados se recusam a voar com não-vacinados e aérea tem prejuízo milionário

Uma disputa entre pilotos está causando um prejuízo milionário para uma das maiores companhias aéreas do mundo.

Divulgação – United

A United Airlines, uma das maiores empresas aéreas do globo, está tendo prejuízo de US$ 1,4 milhões (R$7,7 milhões) a cada duas semanas por causa de seus pilotos não vacinados. O motivo é que a United, assim como a maioria das empresas aéreas americanas, obrigou a vacinação para todos os seus funcionários. Os pilotos, porém, estão trazendo maior resistência e, para não serem demitidos, foram até a justiça.

Alegando motivos religiosos e médicos que impediram eles de tomarem a vacina, os tripulantes não aceitam que a United os demita ou coloque em licença não-remunerada. O pedido dos pilotos foi aceito pelo juiz distrital do Norte do Texas, Mark Pittman, que proibiu a United de afastar sem salário ou desligar os pilotos que não se vacinaram até agora.

O problema maior é que a empresa não tem conseguido manter estes pilotos voando, já que seus colegas que tomaram a vacina afirmam que não irão voar com quem não tomou e, por serem maioria, acabam tendo uma voz mais alta, sendo mais simples a United dar licença remunerada aos vacinados.

Segundo a Bloomberg, este custo da licença remunerada está em torno de US$ 1,4 milhões a cada duas semanas e a United não espera ter esse dinheiro de volta mesmo que ganhe o processo, e já considera o montante como prejuízo.

Não foi revelado quantos pilotos entraram com processo e quantos, no total, ainda não se vacinaram, mas a disputa pela obrigatoriedade da vacina tem causado protestos nas aéreas, principalmente do Texas:

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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