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Pioneira, empresa aérea portuguesa instala assento que monitora tudo o que o passageiro faz

Os assentos foram instalados num A321 da TAP Air Portugal

Imagine se o seu assento de avião pudesse monitorar e gravar tudo o que você faz. Quando você reclina, coloca ou tira o cinto de segurança, levanta-se, usa a mesinha e os apoios para os braços. Parece assustador? E se todos esses dados forem registrados e usados ​​pela companhia aérea para analisar seus hábitos a bordo?

Pois bem, esse assento “inteligente”, criado pela empresa Recaro, está sendo testado de forma inédita no mundo a bordo de um Airbus A321 da TAP Air Portugal, depois de ser instalado no início deste mês de novembro. O assento da classe econômica BL3530 está equipado com vários sensores para coletar dados sobre o desempenho do assento e o comportamento do passageiro durante o voo.

Mas isso não é uma novidade criada às escondidas. Na verdade, a Recaro exibe seu conceito iSeat há anos em feiras como parte de seu conceito de cabine “conectada”. “Esta é uma inovação importante na história da conectividade da aviação e uma grande conquista para toda a equipe que fez desse projeto um sucesso”, disse Mark Hiller, CEO da Recaro Aircraft Seating.

Os testes de assentos na TAP

“A TAP tem hoje uma cabine que foi projetada especificamente para combinar com sua nova identidade e fornecer a melhor experiência de voo para seus passageiros”, disse Hiller.

Portanto, a Recaro firmou uma parceria estratégica nesse processo de transformação, e o “iSeat” fornecerá mais dados sobre as necessidades e comportamentos dos passageiros, que ajudarão a TAP Air Portugal e a Recaro no desenvolvimento de novas gerações de assentos para aprimorar ainda mais os padrões de conforto e segurança, diz Nuno Leal, chefe de planejamento de frota da portuguesa.

Então, como os dados serão usados?

Espera-se que os dados registrados em tempo real permitam que as tripulações de cabine vejam – com apenas uma olhada no iPad – quais assentos estão na posição vertical, quantas vezes um passageiro usa a mesa da bandeja e se os cintos de segurança estão presos. Também acelerará as verificações de decolagem e pouso pela tripulação de cabine.

No curto prazo, os dados coletados podem ser usados ​​para monitorar problemas de manutenção, permitindo que as companhias aéreas saibam potencialmente quantas vezes um item específico foi usado e, portanto, quando ele deve ser substituído.

Testes de seis meses

Essa iteração inicial verá os dados coletados com pouca frequência, em intervalos de dois meses. É uma prova de conceito nesta fase e muito mais sobre destacar possibilidades em uma cabine digital do que criar dados acionáveis ​​em tempo real. Este é apenas um componente da estratégia de “cabine conectada” da Recaro.

No total, o teste será executado por seis meses com a TAP, após esse período, a Recaro diz que os dados serão usados ​​para desenvolver ainda mais sua estratégia de cabine conectada.

Não é apenas a primeira vez que a Recaro instala seu assento inteligente em um avião, mas é também a primeira vez que um fabricante projeta, produz e certifica um produto desse tipo e o instala numa de aeronave sob sua própria autoridade (chamada de Design Organization Approval), concedida pela Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA). Esses programa da EASA existe para acelerar o processo de certificação de novos produtos, mantendo o rigoroso desempenho de segurança.

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