Por falta de pagamento, Hong Kong Airlines pode cortar um quarto da frota

A chinesa Hong Kong Airlines pode reduzir até 26% da sua frota para ajudar nas condições financeiras e poder pagar os lessores.

Segundo reportes do jornal South China Morning Post, a empresa que pertence ao mega grupo chinês HNA está com dívidas de $19 milhões (R$71 mi) com lessores.

A AepCap da Irlanda e a americana Wilmington Trust estariam processando a Hong Kong Airlines pelos débitos. Além disso a empresa teria dívidas de $500 milhões em empréstimos que foram utilizados em janeiro para pagar outro financiamento do mesmo valor.

Os problemas começaram a aparecer em novembro passado quando o vice-chefe do conselho e o diretor financeiro saíram abruptamente da empresa. Logo depois outros executivos do alto escalão saíram e rumores de pedido de recuperação judicial/falência começaram a surgir.

O próprio governo local afirmou que estaria preparando um plano de contingência caso a empresa fechasse as portas até o ano novo chinês, o que não ocorreu. Desde então a Hong Kong Airlines ameaçou processar quem espalhasse boatos sobre sua falência.

Na virada do mês de janeiro para fevereiro o banco Luso Internacional, baseado em Macau, processou a empresa por um empréstimo não pago equivalente a R$75 milhões. Logo depois a empresa suspendeu as operações para a Nova Zelândia.

A estratégia da empresa seria cortar a frota: indo de 38 para 28 aeronaves, focando o corte na retirada do Airbus A330-200, a menor aeronave de dois corredores da empresa que também opera o A320, A330-300 e A350-900XWB. Inclusive o primeiro A350 recebido iria para a Azul.

O problema também afetou as entregas: a empresa não tem condições financeiras de receber três novos A350-900 e um A330-300 que estão prontos na fábrica da Airbus em Toulouse.

Salvação pode vir da concorrente

A concorrente direta Cathay Pacific pode acabar por salvando a Hong Kong Airlines. A tradicional empresa começou a negociar com o grupo HNA para adquirir uma ação minoritária na empresa.

O grupo HNA por sua vez tem vendido diversos ativos de sua rede de hotéis para pagar as empresas de leasing, mas mesmo assim quer vender até um terço de sua participação na Hong Kong Airlines, segundo reportes da Bloomberg.

Com informações do South China Morning Post

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos