Precisando de moeda estrangeira, Argentina deve abrir Buenos Aires a países vizinhos

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Aeroporto Ezeiza Buenos Aires Argentina
Aeroporto Ezeiza em Buenos Aires – Imagem: Allan Aguilar (Green Mostaza) / CC BY 3.0, via Wikimedia Commons

Embora muitas províncias da Argentina ainda não tenham definido se aceitarão voos domésticos ou sob quais protocolos ou requisitos, o que causou um reinício desordenado da atividade aérea no país nos últimos dois dias, e enquanto o lançamento de voos internacionais regulares ainda está à espera, o ministro do Turismo e Esportes da Nação, Matías Lammens, garantiu hoje (24) que estão avançando os planos para permitir a entrada de turistas dos países vizinhos, que se concretizaria durante a semana de 2 de novembro.

Segundo reporta o site parceiro Aviacionline, em declarações a uma rádio, Lammens disse que tem trabalhado a semana toda em conjunto com o Ministério da Saúde e a Cidade de Buenos Aires para atingir essa meta, e que a medida com certeza será incluída no novo decreto que prorroga a quarentena, cuja publicação ocorreria neste domingo (25) e que seria complementada na segunda-feira por decisão administrativa da Casa Civil.

O responsável disse que a entrada por via aérea só será permitida pelo Aeroporto Internacional de Ezeiza e que os turistas não poderão sair da Área Metropolitana de Buenos Aires, argumentando a melhoria da situação epidemiológica daquela região (a rota marítima também será habilitada partindo do Uruguai).

O Aviacionline ainda informa que em outra entrevista de rádio, quando questionado sobre a possibilidade de viabilizar a chegada de turistas ao interior, Lammens disse que isso não seria possível, uma vez que os voos domésticos só são habilitados para trabalhadores essenciais.

O responsável reconheceu que a principal motivação para esta medida de abertura da capital é o fator econômico. “Seria tolice negar a necessidade de moeda estrangeira. O turismo vai ser estratégico para o desenvolvimento nacional nos próximos anos”, disse Lammens. “A situação cambial é muito atrativa para o país. Acreditamos que a demanda será alta”, acrescentou.

Um fato fundamental e muito positivo é que quem chegar não seria obrigado a quarentena, mas apenas a apresentação de um teste de PCR com resultado negativo para COVID-19 antes do embarque, que poderia ser complementado com outro na chegada.

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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