Presidente da Emirates bate o pé e nega retirada imediata de 46 superjumbos A380

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Tim Clark, presidente da Emirates Airline, maior operadora global do superjumbo A380, deixou suspense no ar ao dizer que terá toda a sua frota voando nos próximos anos, inclusive levando a interpretações de que ele estaria desmentindo a retirada de serviço de 46 aeronaves, conforme noticiado na semana passada.

Avião Airbus A380 Emirates

Fazendo um contraponto à informação da aposentadoria imediata de 46 aeronaves, divulgada na semana passada pela Bloomberg, e o respectivo desligamento de 30.000 pessoas de seu quadro, o presidente da Emirates deu uma entrevista ao Financial Times em que afirmou que a frota do modelo continuará a ter uma importante função dentro das operações da empresa.

Segundo Tim Clark, a empresa espera ter todos os aviões da frota voando dentro de dois anos, incluindo a frota de A380.

Na entrevista, Clark disse: “Não estamos nos livrando de nenhum deles (dos A380), exceto três deles que estão saindo da frota nesse ano junto de outros nove Boeing 777”.

Dentro da perspectiva de que a recuperação deva levar dois anos, a Emirates planeja ter toda a frota de volta às operações no verão de 2022 no hemisfério norte (junho a setembro), declarou.

“O A380 tem o mesmo lugar na escala que tinha antes, nas ligações internacionais da Emirates. Ainda que não hoje ou no próximo ano, mas no ano seguinte acho que haverá um lugar para ele e acho que ele será extremamente popular”, acrescentou.

Ele, no entanto, comentou que espera que uma parte da frota de A380 esteja, de fato, aposentada até 2022, sem mencionar quantos.

Vale lembrar que o mesmo Tim Clark, talvez em um momento de desabafo em meio a toda pressão trazida pelos problemas gerados pela pandemia, declarou o fim do próprio A380, além do B747, há algumas semanas.

Uma coisa é fato. A Emirates é extremamente zelosa com seu nome e avessa às notícias negativas, de modo que você nunca vai ouvir um executivo da empresa maximizando uma informação negativa. E a repercussão da matéria da Bloomberg foi bastante negativa para a empresa, sobretudo pela mensagem da demissão em massa, mas sobre isso o executivo não se pronunciou à imprensa ocidental, até o momento.

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