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Problema elétrico do Boeing 737 MAX é mais extenso do que se pensava

O potencial problema elétrico que levou as companhias aéreas a retirar dezenas de jatos 737 MAX de serviço na semana passada afeta mais áreas da cabine de comando da aeronave do que se conhecia anteriormente, disse a Boeing Co. nessa sexta-feira (16).

A fabricante havia informado na semana passada que 16 operadores do MAX, entre eles a brasileira Gol Linhas Aéreas, deveriam inspecionar seus jatos em busca de um potencial problema elétrico, que foi identificado durante a montagem de um avião em Seattle. O problema de fabricação, que a Boeing agora menciona afeta componentes em alguns locais e precisará ser remediado em cerca de 90 jatos em frotas de companhias aéreas de todo o mundo, bem como em aviões não entregues.

As companhias aéreas estão ansiosas para colocar seus jatos MAX de volta em serviço, mas, por hora, têm sido capazes de se virar sem os aviões, substituindo-os por outros jatos. Ainda assim, o defeito recém-descoberto ameaça minar os esforços das companhias aéreas e da Boeing para restaurar a confiança dos passageiros na aeronave.

O problema divulgado na semana passada envolveu o caminho de aterramento elétrico para a unidade de energia de certos sistemas eletrônicos no avião. Uma mudança na forma como essa unidade foi instalada durante a produção no início de 2019 poderia ter levado ao problema eisso pode afetar a forma como a fonte de energia reserva opera, disseram a Boeing, a Federal Aviation Administration e as companhias aéreas na semana passada.

As mesmas mudanças de produção também impactaram o caminho de aterramento do cabeamento do painel de instrumentos da aeronave e do rack que abriga a unidade de energia de reserva.