Publicado: ranking mostra o que a Covid-19 fez com os maiores aeroportos do mundo

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Aeroporto Santos Dumont Terminal
Imagem: Rodrigo Soldon Souza / CC BY-ND 2.0, via Flickr

O Conselho Internacional de Aeroportos (Airports Council International World – ACI World) publicou hoje seu ranking mundial preliminar do tráfego em aeroportos em 2020, incluindo o tráfego de passageiros, volumes de carga e movimentos de aeronaves. Os dados mostram o impacto dramático da Covid-19 em aeroportos do mundo todo.

Tráfego de Passageiros

O tráfego global de passageiros nos 10 aeroportos mais movimentados do mundo diminuiu 45,7% em 2020. No geral, o tráfego de passageiros nos aeroportos mundiais reduziu 64,6%, o que mostra que o impacto da pandemia e os estágios iniciais de retomada do tráfego aéreo não têm se dado de maneira uniforme em todo o mundo.

De acordo com os dados preliminares publicados hoje, o Aeroporto Internacional Guangzhou Bai Yun, na China, registrou o maior tráfego de passageiros em 2020, superando o Aeroporto Internacional Atlanta Hartsfield-Jackson, nos Estados Unidos, mais movimentado do mundo por 22 anos.

Sete dos 10 principais aeroportos em volume de tráfego de passageiros estão na China e três nos Estados Unidos. Na maioria dos casos, as viagens aéreas domésticas estão voltando com recuperação modesta, enquanto as viagens aéreas internacionais continuam retraídas devido às contínuas restrições de mobilidade.

Fonte: ACI World

O Aeroporto Internacional de Shanghai-Hongqiao, na China, por exemplo, passou da 46ª posição em 2019 para a 9ª posição em 2020, ilustrando a natureza desigual do impacto e da recuperação da pandemia em todo o mundo.

“O impacto da Covid-19 no tráfego global de passageiros durante a pandemia levou a aviação a uma paralisação virtual em 2020 e continuamos a enfrentar uma ameaça existencial”, disse o diretor-geral da ACI World, Luis Felipe de Oliveira. “Os dados publicados hoje revelam o desafio que os aeroportos ainda enfrentam e continua sendo imperativo que a indústria receba suporte por meio de apoio direto e decisões políticas sensatas dos governos para garantir que a aviação possa resistir, reconstruir a conectividade e alimentar uma recuperação econômica global”.

Os dados mostram que o impacto permanece desigual, com diferentes regiões enfrentando desafios diferentes e exigindo diferentes decisões políticas e apoio dos governos para estabelecer as bases da recuperação.

Com alguns sinais positivos de retomada, especialmente em países com altas taxas de vacinação, uma recuperação global sustentada só será alcançada com campanhas de vacinação em larga escala, o desenvolvimento contínuo de documentos digitais de saúde e o apoio de políticas governamentais coordenadas e congruentes.

Volume Carga

A carga aérea foi menos impactada pela Covid-19, com queda nos volumes transportados de apenas 8,9%, com uma estimativa de 109 milhões de toneladas métricas em 2020, o equivalente aos níveis de 2016 (110 milhões de toneladas métricas).

Os volumes de carga aérea nos 10 principais aeroportos cresceram 3% em 2020. Estes aeroportos representam cerca de 28% (30,6 milhões de toneladas métricas) dos volumes globais em 2020. O ganho pode ser atribuído ao aumento da demanda por bens de consumo online e produtos farmacêuticos e equipamentos de proteção individual. Com um aumento de 6,7%, o Aeroporto Internacional de Memphis ultrapassou o Aeroporto Internacional de Hong Kong.

Fonte: ACI World

Movimento de Aeronaves

ACI World estima que houve 58 milhões de movimentos de aeronaves em todo o mundo em 2020, o que representou uma queda de 43% em relação a 2019. Os 10 principais aeroportos representam 7% do tráfego global de aviões (4,2 milhões de movimentos) e tiveram uma queda de 34,3% em relação a 2019.

O Aeroporto Internacional Atlanta Hartsfield-Jackson ultrapassou o Aeroporto Internacional O’Hare de Chicago em número de operações, após este estar na liderança em 2019 e 2018.

As receitas dos aeroportos estão estreitamente relacionadas aos níveis de tráfego, mas, como muitos outros negócios de capital intensivo, uma grande proporção dos custos permanece fixo e não reduz no mesmo nível que o tráfego e as receitas durante a crise. Mesmo com a redução das operações, o fechamento de terminais e a dispensa de pessoal, esse desequilíbrio permanece.

“Não há como negar as realidades econômicas atuais – e o déficit financeiro que elas criam – que os aeroportos enfrentam. Os aeroportos são geradores econômicos, trazendo benefícios socioeconômicos e empregos para as comunidades que atendem, e os governos precisam proporcionar o alívio financeiro e a assistência necessários para a adequação às circunstâncias locais”, disse o diretor Luis Felipe.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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