Qantas aposta que voos de 21 horas serão mais promissores após a pandemia

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Voar por 21 horas dentro de um avião no mundo de hoje pode parecer algo não convidativo, mas a Qantas pensa o contrário e acredita fortemente nos voos mais longos do mundo.

Durante o período mais agudo da pandemia, o projeto dos voos ultra-longos permaneceu “em espera”, até que houvesse mais segurança em definir seu futuro. No entanto, a nova aposta de Alan Joyce, CEO da Qantas, é que cenário pós-pandemia é mais promissor para o Projeto Sunrise, que pretende ligar a costa leste da Austrália à Nova Iorque, Londres e Rio de Janeiro sem escalas, com aviões modificados.

Voar sem escalas de Sydney, Brisbane e Melbourne para Londres e Nova Iorque sempre foi algo que a empresa almejou, porém, as aeronaves disponíveis não permitiam que o voo fosse rentável, já que teriam que decolar com poucos passageiros para reduzir o peso e aumentar o alcance.

Novas tecnologias então chegaram. Em dezembro de 2019 foi batido o martelo e a Qantas escolheu a aeronave dos voos ultra-longos, o Airbus A350-1000, que ganhou a disputa frente ao Boeing 777-8X, que tem sofrido com diversos atrasos.

Com o A350-1000 modificado, Joyce espera que isto se torne um diferencial vantajoso: “As pessoas após a Pandemia vão querer voar direto (sem escalas), o que eu acho que faz o Projeto Sunrise um business case de maior sucesso do que era antes do coronavírus. No fim de 2021, iremos revisar o projeto e ver quando será o tempo adequado para o lançarmos”, afirmou o CEO ao portal Australian Aviation.

Apesar de ter escolhido o A350, a Qantas não fez a encomenda oficial junto à Airbus ainda, o que agora deve ocorrer até o final deste ano.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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