Qantas colocará 20 mil funcionários em licença com suspensão dos voos internacionais

A Qantas colocará em licença dois terços de seus 30 mil funcionários até o final de maio, enquanto a companhia aérea lida com a atual crise de Coronavírus, mas informa que não pretende realizar demissões.

Airbus A380 da Qantas – Imagem: Airbus

Todos os voos internacionais programados da Qantas e de sua subsidiária Jetstar também serão suspensos a partir do final deste mês, após a proibição de viagens de nível quatro do governo, permanecendo assim ao menos até maio.

A companhia anunciou na manhã dessa quinta-feira (19) que os funcionários poderão usar as licenças de serviço anuais e longas, tirar licença recebendo metade do salário e tirar suas férias anuais de quatro semanas antes do prazo de obtê-las.

“Os esforços para conter a disseminação do coronavírus levaram a uma enorme queda na demanda de viagens, coisas como nunca vimos antes”, disse o CEO Alan Joyce em comunicado ao ASX nesta manhã.

“Estamos em uma forte posição financeira no momento, mas nossa receita salarial é superior a US$ 4 bilhões por ano. Com a enorme queda na receita que estamos enfrentando, temos que tomar decisões difíceis para garantir o futuro da companhia nacional.”

“A realidade é que teremos 150 aeronaves no solo e, infelizmente, não há trabalho para a maioria do nosso pessoal. Em vez de perder esses funcionários altamente qualificados que precisaremos quando a crise passar, estamos deixando de licença dois terços dos nossos 30.000 até pelo menos o final de maio”.

A Qantas disse que os executivos seniores e o conselho aumentaram suas reduções salariais de 30% para 100% até o final deste ano financeiro. O presidente e Joyce já haviam anunciado que não estão recebendo pagamento e os bônus anuais foram cancelados.

Joyce disse que, embora muitos funcionários sejam obrigados a tirar férias sem remuneração, eles terão empregos para os quais retornar. “Passamos por guerras, a grande depressão, a crise financeira global e inúmeros desastres naturais. Eu nunca pensei que, como CEO, teria que parar dois terços do nosso pessoal e talvez mais.”

O CEO também disse que a companhia aérea está em contato com o Governo Federal sobre o fretamento de voos internacionais não programados para levar os australianos para casa. “Se o governo acreditar que precisamos operar serviços para Los Angeles, para Londres, para levar os australianos de volta para casa, é claro que estaremos abertos a isso”, disse ele.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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