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Qantas completa 100 anos de idade: começou com o mesmo avião da Marinha do Brasil

Fazer um negócio durar por uma centena de anos é para poucos, ainda mais no setor aéreo. Agora, a australiana Qantas passa a fazer parte de um seleto grupo. Ao lado dela, no rol das centenárias, estão apenas a holandesa KLM e a colombiana Avianca, que atingiram o feito no ano passado.

O vídeo abaixo, de menos de dois minutos, faz um resumo da história dessa icônica empresa aérea.

A empresa aérea nacional australiana foi fundada como Queensland and Northern Territory Aerial Services Limited em 16 de novembro de 1920, voando dois aviões Avro 504, biplanos monomotores a hélice da Primeira Guerra Mundial, que foram também um dos primeiros aviões a serem utilizados pela Aviação Naval da Marinha do Brasil.

Na Qantas, esses primeiros aviões foram utilizados para cumprir o desafio de conectar um país de dimensões continentais. De início, a empresa apenas transportava cargas do correios, mas foi crescendo e em 1930 já voava para Cingapura.

Com o passar dos anos, a empresa revolucionou o mercado de aviação doméstico e global, com inovações que foram adotadas mundo a fora, tornando a Qantas num modelo para muitas empresas, de uma estatura imensa no setor aéreo mundial.

707 da Qantas © Boeing

Em 1959, se tornou a primeira companhia não-americana a voar o Boeing 707, dando início a sua expansão internacional e consolidando a sua marca clássica: o canguru australiano na cauda dos aviões. Com o Boeing 707, se tornou a primeira empresa a fazer voos transpacíficos a jato no mundo, voando para os EUA.

Em 1971 recebeu o seu primeiro 747-200 e logo depois se tornaria a primeira empresa aérea no mundo com uma frota exclusiva de Jumbos, incluindo o raro 747SP.

747SP da Qantas © Boeing

Nessa época, também ela criou a classe executiva, já que até então os aviões tinham apenas a classe turista (econômica) e a primeira-classe. Já em 1985, quebrou a exclusividade do Jumbo com a chegada dos 767-200 e 767-300.

Também voou o 747-300 e o 747-400, que teve uma versão especial encomendada pela empresa: o 747-400ER, com alcance estendido por tanques de combustível extras. Com esta versão especial, o jato fez um voo (vazio) de Londres para Sydney em 20 horas, quebrando o recorde na época de voo mais longo do mundo sem escalas.

Dois Boeings 747-400ER e um 767-300ER da Qantas, antes de serem entregues © Boeing

Nos anos atuais, a empresa continuou com o seu pioneirismo, como o “Projeto Sunrise”, que promete voos diretos de até 21 horas de Sydney para Nova Iorque e Rio de Janeiro em algum momento no futuro – com planos agora atrasados pelo coronavírus.

Hoje, a empresa conta com uma frota diversa, com o Boeing 737-800, 787 Dreamliner e os europeus Airbus A330 e A380. Enfrenta um sério desafio diante da pandemia, já que as fronteiras fechadas na região lhe afetam grandemente, por ser uma empresa (e um país) que depende muito das conexões internacionais.

No Brasil

Apesar de ser amplamente conhecida no país, a Qantas nunca operou voos regulares para o Brasil, o que seria possível a partir do “Projeto Sunrise”, mas ela já esteve aqui algumas vezes. A maioria delas foi com o Boeing 747 em voos turísticos, sendo inclusive o único Jumbo a pousar em Foz do Iguaçu, como mostra o vídeo acima. Outros destinos desses voos especiais no Brasil incluem o Rio de Janeiro e Manaus

Outra oportunidade em que o jato esteve em terras verde-amarelas foram nos Jogos Olímpicos de Verão de Rio de Janeiro, em 2016, quando novamente um Jumbo da empresa marcou presença, trazendo a seleção olímpica australiana.

Evolução da marca da companhia – Divulgação

Com informações da Assessoria de Imprensa da Qantas e da Boeing

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A