Qantas só vai operar o A380 por mais dez anos

Qantas A380
Foto: Airbus

Na aviação, planejamento é uma palavra-chave, especialmente quando de olha ao longo prazo. Nesses termos, o Airbus A380 parece ter uma vida cada vez mais curta. Sem pedidos e com data para encerramento da produção, o gigante da Airbus perde espaço também nos planos de quem já o utiliza.

Recentemente, a Qantas, que já havia informado o cancelamento de um pedido de 8 A380 em fevereiro, anunciou que vai conduzir o phase-out dos seus atuais 12 aviões do modelo até 2029. Sua jovem frota tem, em média, 9,8 anos de idade.

O que acontece depois do A380?

Ter uma frota de alta capacidade e longo alcance é fundamental para a Qantas, que já opera em algumas das rotas intercontinentais mais densas do mundo.

Sabemos também que a Qantas espera uma resposta da Boeing sobre o avanço do 777X e que esse está competindo diretamente com o A350 para os futuros planos. Uma das finalidades desse projeto, que internamente foi apelidado de Project Sunrise, é justamente substituir o A380.

Atualmente, o A380 opera voos para Dallas, Los Angeles, Londres, Dubai, dentre outros destinos, com um total de 484 assentos. Ambos o A350-1000, com capacidade para 370 pax, quanto o Boeing 777-9X, para 420, ainda não conseguem bater a capacidade do A380.

Poderia estar a Qantas olhando para a versão mais comprida, a -10X, com capacidade para 450 passageiros? Ou iria a Airbus desenvolver um A350-2000, com mais espaço disponível? O tempo dirá.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.