Somente em 2021: Qantas não espera normalizar voos internacionais até julho do próximo ano

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Avião Boeing 787-9 Qantas
Imagem: Mitchul Hope [CC]

Pode parecer absurdo, mas é a impressionante e triste realidade. A companhia aérea que há poucos meses planejada se tornar referência nas rotas aéreas mais longas do planeta, agora não tem perspectivas nem mesmo de normalizar suas viagens além das fronteiras do país ao menos por um ano.

Conforme pudemos acompanhar com entusiasmo até o início de 2020, a australiana Qantas fazia testes com voos de quase 20 horas de duração e pressionava Boeing e Airbus a melhorarem seus aviões 787 Dreamliner e A350 XWB, para que pudesse atender, sem necessidade de escalas e de forma lucrativa, rotas entre a Austrália e os destinos de Londres e Nova York.

O último voo experimental ultra-longo do chamado Projeto Sunrise havia sido feito no final de dezembro de 2019, e até meados de março a companhia ainda negociava, com seus pilotos e respectivas associações de classe, os termos contratuais para a nova rotina de trabalho em operações regulares de tão longa duração.

Agora, porém, apenas três meses depois dos últimos movimentos sobre o Sunrise, a Qantas prevê que os impactos da pandemia de Covid-19 não permitirão que suas operações internacionais se normalizem tão cedo. E esse “tão cedo” refere-se não apenas a alguns meses, mas sim a um ano completo.

Segundo o portal australiano 7News, o CEO da companhia aérea, Alan Joyce, disse nesta quinta-feira (25/6) que não espera que a companhia aérea retome os serviços internacionais de maneira significativa por mais 12 meses – julho do próximo ano, no mínimo.

“O colapso de bilhões de dólares em receita nos deixa com pouca escolha se queremos preservar o maior número possível de empregos a longo prazo”, disse Joyce. “Temos que nos posicionar por vários anos em que a receita será muito menor e isso significa se tornar uma companhia aérea menor no curto prazo”.

As evidências da significativa redução de operações já vinham sendo apresentadas recentemente, como quando Joyce declarou estar interrompendo os trabalhos de revitalização nos doze A380 da frota da Qantas e, mais recentemente, enviando parte deles para estocagem de longo prazo nos desertos dos Estados Unidos. Sem dúvidas, tempos críticos para a companhia aérea do país dos cangurus.

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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