Qatar Airways anuncia corte de 75% dos voos e plano de redução de pessoal

Com um modelo de negócios baseado em criar uma conectividade global a partir de seus hubs, as três grandes empresas do Oriente Médio seguraram sua malha aérea em pé o máximo que conseguiram. Após a Emirates reduzir seus voos devido à pandemia da Covid-19, chegou a vez da Qatar anunciar a sua redução, que vem junto com outras medidas.

Com a grande maioria de seus passageiros passando por Doha em trânsito, e não entrando no Catar, as recentes restrições à entrada naquele país não obrigaram a Qatar Airways a cortar drasticamente as operações num primeiro momento. 

No entanto, com novas medidas sendo tomadas diariamente ao redor de todo o mundo, com países fechando suas fronteiras, a operação da empresa árabe se tornou inviável. E, vendo essa queda vertiginosa na demanda, a companhia aérea também teve que se ajustar. 

Embora ainda não exista um comunicado oficial, um memorando interno analisado pelo PaxEx.Aero, Akbar Al Baker, CEO da empresa, chama a atenção para a necessidade de os funcionários “estudar os custos do negócio e reduzir ou adiar aqueles que não são críticos para a companhia aérea”. Ele também indica que a Qatar Airways reduzirá sua programação de voos com corte de 75% da capacidade e parada de parte significativa da frota.

Tuitando

A notícia chega apenas alguns dias depois que a conta oficial da empresa no Twitter, em árabe, publicou a seguinte mensagem, que já dava indícios de que um corte estava por vir:

“Nossa primeira e última preocupação agora é transferir cidadãos do Catar de todo o mundo para o Estado do Catar, para que possam estar com sua família e entes queridos nesses tempos difíceis. Convidamos todos a entrar em contato com nossos escritórios em todo o mundo para fazer suas reservas e viajar para Doha o mais rápido possível”.

Corte de Pessoas

A crise da Covid-19 também fará com que a Qatar Airways acelere os planos de transformação internos. “Isso incluirá uma reestruturação de nossas operações e uma redução no número de funcionários para otimizar nossos negócios, tornando-nos uma companhia aérea mais forte e mais eficiente”.

Na carta, Al Baker continua: “Estou otimista sobre o futuro de nossos negócios e acredito que o mercado se recuperará à medida que a resposta global coordenada começar a conter a propagação do vírus. À medida que emergimos do outro lado da crise, a Qatar estará em uma posição forte para continuar entregando nosso serviço, eleito o melhor do mundo”.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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