Qatar Airways demite piloto, mas cobra quase R$1 milhão por custos de treinamento

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Em uma carta divulgada na internet, a Qatar Airways cobra quase R$ 1 milhão após demitir uma piloto, alegando reembolso pelos gastos no treinamento.

Qatar Airways A380

O caso foi divulgado pelo influencer e controlador de tráfego aéreo LoAltitude em sua página no Instagram, e a carta em questão estava endereçada à piloto de sobrenome Al-Hail.

Nela, a empresa comunica o fim do contrato de trabalho, muito provavelmente devido à drástica queda na demanda por causa da pandemia do novo coronavírus.

O comunicado deixa claro que a piloto receberá 7 dias de trabalho (em torno de 1/4 do salário) como compensação prevista no contrato. Mas logo depois afirma que a mesma deve pagar um montante da ordem de $ 590.091 rials catarianos, que equivalem a não menos do que R$ 930 mil reais na cotação atual das moedas.

O valor deveria ser pago pela moça como uma espécie de compensação pelos custos de treinamento que a empresa teve com ela, e que foi parte de um programa de bolsas da Qatar Airways.

Conversamos com alguns funcionários da empresa que, em condição de anonimato, nos informaram que o valor é real, dado que neste caso a piloto tinha começado o treinamento dentro da Qatar desde o “zero”, com bolsa para todo o curso de piloto comercial, além do treinamento do jato que ela voaria antes de ser demitida.

O custo alto inclui todas as horas do treinamento feitas no bimotor Piper Seneca (maior custo quando comparado aos clássicos Cessnas monomotores utilizados mundo afora para treinamento), assim como os simuladores para os aviões a jato de grande porte.

Normalmente, este reembolso de custos é isento em caso de demissão, mas depende muito de quanto tempo a pessoa trabalhou na empresa para “compensar estes custos”, bem como seu desempenho que, neste caso, consta que não foi dos melhores e incluiriam várias reprovações em provas técnicas.

A carta também fala que a piloto ainda tem obrigações contratuais referentes a questões disciplinares que, segundo pessoas da companhia, incluiriam o não compartilhamento da carta, que foi feito e acabou viralizando.

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Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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