Qatar Airways suaviza o tom depois de ameaçar Airbus e Boeing publicamente

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A Qatar Airways parece ter suavizado um pouco a forma crítica como estava lidando com as encomendas de novas aeronaves, após ter “ameaçado” Airbus e Boeing de cancelar pedidos ou não considerar novas encomendas no futuro, caso elas não flexibilizassem as datas de entregas atuais por conta da pandemia.

Em meados do ano passado, a companhia afirmou que era importante para os dois fabricantes “mostrarem aos clientes que eles não estão apenas preocupados com eles nos momentos bons, mas também estarão com eles nos momentos difíceis” e que tanto a Airbus quando a Boeing deveriam aceitar os requisitos das companhias aéreas para atrasar as entregas de aviões até, pelo menos, 2022. “Se eles não obedecerem, também devem saber que nos perderão permanentemente os clientes”, dizia o CEO Akbar Al Baker.

No entanto, uma publicação no Twitter da companhia aérea, na semana passada, revelou uma suave mudança de posicionamento.

Citando uma entrevista de Al Baker à BBC, o tuite dizia o seguinte: “Continuaremos a receber todos os aviões que encomendamos dos dois fabricantes porque, na Qatar Airways, somos muito prudentes na forma como colocamos nossos pedidos de aeronaves e nossos requisitos”.

Ao longo de 2020, a companhia aérea com sede em Doha recebeu oito aeronaves, muito menos do que as 40 que esperava para o ano, mas em linha com a redução drástica na demanda. Além disso, em 31 de dezembro de 2020, a companhia aérea do Catar tinha encomendados 50 aeronaves Airbus A321neo, 23 Airbus A350-1000, dois Boeing 777F, 60 Boeing 777X e 23 aeronaves Boeing 787-9.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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