Quatro coisas que você provavelmente não sabia sobre os Boeings 747 da Virgin

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A Virgin Atlantic recentemente aposentou seus jatos Boeing 747-400, mas fez história com o seu Jumbo, que tem muitas curiosidades. Quatro delas você conhecerá aqui.

A saída do Jumbo foi marcada pela pandemia do coronavírus, que derrubou a demanda e fez com que as empresas cortassem os custos, começando pelos maiores “gastadores de combustível”, neste caso, o Boeing 747 e seus quatro motores. Eles foram substituídos na Virgin Atlantic pelo Airbus A350-1000 e o Boeing 787-9 Dreamliner, sendo que este último, inclusive, iria operar para São Paulo a partir de Londres, mas a empresa desistiu da rota por causa da crise.

De qualquer maneira, o Jumbo marcou história na empresa fundada pelo multi-milionário Richard Branson, e agora a Virgin elencou quatro fatos interessantes sobre este icônico jato, chamado popularmente de “Rainha dos Céus” por sua importância para a aviação.

Suporte para um quinto motor

O 747 é conhecido por seus quatro motores, que dão uma imponência clássica para o Jumbo. Mas, de fábrica, existia um suporte para um motor extra, que podia ser rapidamente instalado e que foi usado pela Virgin para levar um motor de Londres a São Francisco, a fim de substituir o de outra aeronave que colidira com um pelicano.

Esse mesmo suporte ajudou na operacionalização de outro projeto da Virgin, o de lançamento de foguetes LauncheOne, pela subsidiária Virgin Orbit.

Lançamentos espaciais

E foi em 2015 que o Jumbo assumiu essa posição pela primeira vez, lançando foguetes com pequenos satélites pela primeira vez. Hoje, a empresa possui um acordo com o governo americano para mandar ao espaço mais cerca de 40 satélites.

Outra modificação “espacial” no 747 foi a transformação do espaço onde antes ficava a classe Econômica Premium, localizada no segundo andar, no Centro de Controle de Missão e Lançamento da Virgin Orbit.

O procedimento para lançamento funciona da seguinte maneira: o Boeing sobe até 35 mil pés de altitude (12 km). Após estabilizar nessa altitude, ele “sobe o nariz” 30º, libera o foguete, e vira à direita. Cinco segundos após sair da “nave-mãe”, o foguete é acionado.

Esse é um foguete de dois estágios, sendo que o primeiro é utilizado para sair da atmosfera e entrar na órbita terrestre, e o segundo estágio ajusta o satélite na sua órbita correta.

Recordista para os seus pilotos

O Jumbo e o crescimento da Virgin também bateram recordes: a empresa teve o comandante mais jovem do 747, além do comandante de Jumbo mais experiente do mundo (que inclusive é casado com uma brasileira e tem uma churrascaria em Londres, como mostramos aqui).

Yvonne e seus colegas pilotos de 747 – Virgin Atlantic

Outros feitos históricos de tripulantes são a da primeira comandante de Boeing 747 do mundo, a Yvonne Kershaw, que em 1993 assumiu o posto de comando da aeronave, fazendo história.

“Foi um privilégio levantar a bandeira para comandantes mulheres nos últimos 24 anos. Após superar todos estes estereótipos de gênero, tive a humildade de agir como uma modelo de inspiração para as jovens pilotos”, afirmou Yvonne numa entrevista recente para uma revista da Virgin Atlantic.

Cada Jumbo da Virgin tem seu próprio nome

Nomes de batismo não são uma novidade na aviação, mas a Virgin Atlantic foi uma das pioneiras. Todos os seus 30 Jumbos tiveram nome (ou apelido) feminino próprio.

Tudo começou com o próprio Richard Branson, quando a empresa recebeu o seu primeiro jato, o Boeing 747-200 de matrícula G-VIRG. A ideia, na época, era simplificar, fazendo de nome as duas últimas letras da matrícula da aeronave em alfabeto fonético, no caso seria Romeo Golf.

Mas Branson não gostou desta simplificação e batizou o jato de Maiden Voyager, que em português significa Donzela Viajante. Outros nomes icônicos são Boston Belle, California Girl e Pretty Woman.

A lista completa dos nomes dos 747, ou melhor dizendo, das 747, e outras aeronaves da companhia, estão disponíveis no site da empresa.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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