Queda do avião da Noar em Recife completa 10 anos sem culpados

Foto de Rafael Nunes, CC BY-SA 2.5, via Wikimedia

No começo da manhã do dia 13 de julho de 2011, um bimotor Let-410 (PR-NOB) da empresa Noar, realizando o voo 4896 de Recife para para Natal, caiu num terreno na capital pernambucana e pegou fogo, matando todos os 16 ocupantes. Dez anos depois da tragédia, as famílias das vítimas se veem incomodadas com o caso na justiça ter sido arquivado por falta de provas.

Segundo apurou o jornalista Raphael Guerra, do Jornal do Comércio, “uma década depois, a dor e a saudade ainda permanecem para os parentes. E algumas interrogações, após o processo ser arquivado pela Justiça Federal”. A principal delas diz respeito ao arquivamento do processo por não haver provas que possam incriminar alguém pelo acidente, ainda que o CENIPA tenha concluído que falhas mecânicas, técnicas e administrativas tenham contribuído para a queda da aeronave.

O relatório do CENIPA aponta que a fadiga precoce e quebra de uma peça do motor esquerdo deu início à sequência de eventos que levaram à queda. Questões relacionadas ao treinamento da tripulação, existências de múltiplas checklists e problemas de gestão da empresa também foram apontados, mas não houve culpados.

Embora as investigações tenham sido findas de maneira inconclusiva, parentes das vítimas firmaram acordos individuais com a empresa para receberem indenização. Naquele mesmo ano, a companhia aérea encerrou atividades.

A animação a seguir faz parte da investigação do CENIPA, e aponta os movimentos da aeronave da decolagem até a queda, três minutos depois.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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