Renascida do caos, alemã Condor começa a pintar aviões com sua antiga logomarca

Atualmente passando por um grande processo de reestruturação, resultado de haver sobrevivido ao colapso da sua controladora, a Thomas Cook Group, a transportadora alemã Condor agora caminho rumo a uma renovação na identidade visual de suas aeronaves devido, devido a questões de direitos de uso de marca.

Em sua conta no Twitter, a empresa divulgou a primeira imagem da nova pintura, que coloca o Condor – a ave – de volta na pintura da empresa depois de mais de uma década. Na postagem, a empresa diz assim:

“O Condor retorna à cauda das nossas aeronaves após 16 anos. Após a separação da Thomas Cook, o logotipo da Thomas Cook e o logotipo do coração devem ser completamente removidos por motivos de marca registrada”.

Sobrevivente do caos da Thomas Cook

A queda da companhia de viagens mais antiga do mundo foi sentida em todo o mundo e obrigou o governo do Reino Unido montar uma verdadeira operação de guerra, no maior resgate de cidadãos britânicos desde a segunda guerra. Mas, felizmente, nem tudo foi pelo ralo.

Após liberação dos reguladores europeus, o braço alemão do grupo conseguiu uma linha de empréstimo de 380 milhões de euros do banco estatal alemão KfW, para apoiar seu desenvolvimento e dar-lhe acesso a capital de giro, já que o colapso do Thomas Cook lhe deixou numa situação de “escassez aguda de liquidez”.

A princípio, o apoio governamental ao grupo está limitado a seis meses, com objetivo de prover fôlego para garantir a “continuação ordenada” dos negócios. Esse processo está sendo acompanhado por uma Comissão Europeia da UE, cujas regras permitem que os Estados apoiem empresas em dificuldade desde que a assistência atenda a certos critérios, incluindo limites de tempo e escopo, além de atendimento a várias condições.

Umas dessas condições é que a Condor demonstrar semanalmente suas necessidades de capital de giro. Uma vez que o prazo de seis meses termine, a companhia aérea já deve ter reembolsado o empréstimo integralmente ou passará por uma reestruturação abrangente, que visa restaurar sua viabilidade de longo prazo. O governo alemão se comprometeu a apoiar o processo.

Garantia no inverno

A companhia aérea diz que o empréstimo “garantirá” suas operações durante o inverno tradicionalmente fraco. Recentemente, seu executivo-chefe, Ralf Teckentrup, disse que o acordo é crucial para o futuro da Condor e resulta da “importância” competitiva da transportadora, já que é uma das maiores da Alemanha.

Logo após o colapso da Thomas Cook, a alemã deixou de operar no Brasil, abandonando todos os seus destinos no Nordeste e o Rio de Janeiro, veja mais na história abaixo.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.