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Veja como foi o desempenho da Azul no 1º trimestre de 2021, divulgado hoje

A Azul Linhas Aéreas anuncia hoje, 6 de maio, seus resultados financeiros e operacionais referentes ao primeiro trimestre de 2021 (1T21), que havia começado muito bem em janeiro, mas, continuou em uma crise da aviação em função da nova onda da Covid-19.

Como resultado, a empresa aérea registrou um crescimento de 15% em seu prejuízo líquido ajustado em relação ao 1º trimestre do ano passado (1T20), passando de menos R$ 975,3 milhões para menos R$ 1,123 bilhão no 1T21.

Apesar disso, a Azul destaca que obteve um EBITDA (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado de R$129,7 milhões, o que representa o segundo trimestre consecutivo com o indicador no campo positivo.

Veja a seguir todos os detalhes financeiros e operacionais do período, incluindo, inicialmente, uma mensagem da Administração da companhia ao mercado, através de seu CEO John Rodgerson.

Mensagem da Administração, por John Rodgerson

“Estamos há um ano na pandemia, e eu continuo me sentindo extremamente orgulhoso de como nossos tripulantes cuidam uns dos outros e de nossos clientes. Nossa cultura e nossa energia positiva nunca foram tão fortes. Portanto, gostaria de começar agradecendo a cada um dos nossos tripulantes por tudo o que fazem pela Azul.

Durante o trimestre, o Brasil foi claramente impactado pela segunda onda da pandemia do COVID-19. As contagens diárias de casos mostraram um aumento constante, resultando em medidas restritivas em todo o país em março. Como resultado, a demanda caiu e, em resposta, gerenciamos rapidamente nossa capacidade e liquidez.

Encerramos o trimestre com uma liquidez robusta, com R$3,3 bilhões em caixa ou R$3,8 bilhões incluindo nossa opção das debêntures conversíveis. Durante o trimestre, tivemos R$552 milhões em entradas de caixa deduzidas de despesas operacionais, e efetuamos R$785 milhões em pagamentos para reduzir dívidas e postergações, e R$317 milhões em investimentos em Capex (despesa de capitais) e peças para preparar nossa frota para a recuperação. Nossa liquidez total atingiu R$6,3 bilhões incluindo reservas e depósitos, não incluindo peças ou outros ativos como TudoAzul ou Azul Cargo.

Nosso compromisso com o Brasil e a reação à pandemia é mais importante do que nunca. A Azul foi a primeira companhia aérea a se comprometer publicamente com o transporte gratuito de vacinas e já transportamos milhões de vacinas para todas as partes do país. Além disso, trouxemos suprimentos de vacinas de Porto Rico para o Brasil, e distribuímos 14 toneladas de kits de intubação e anestésicos e mais de 150 toneladas de suprimentos médicos. Com a maior malha doméstica do Brasil, continuaremos fazendo tudo o que estiver ao nosso alcance para apoiar o Brasil nesse esforço.

Encerramos o primeiro trimestre com 109% de nossa capacidade doméstica em relação ao primeiro trimestre de 2019, uma das poucas companhias aéreas do mundo a já ultrapassar níveis pré-pandemia. Isso é resultado direto das nossas vantagens competitivas, que incluem nossa malha única, flexibilidade de frota e nossos mercados exclusivos. Continuamos a ser a única companhia aérea a voar em 80% das nossas rotas, e assim as nossas vantagens estão cada vez mais fortes.

Nossa receita também foi robusta, com aumento de 2,4% em relação ao 4T20. Comparando com o primeiro trimestre de 2019 recuperamos 72% da receita total, uma das retomadas mais rápidas do mundo.

Estou especialmente entusiasmado com o nosso controle de despesas. Sempre dissemos que aproveitaríamos esta oportunidade para revisar completamente a nossa estrutura de custos. Um exemplo é em manutenção, onde a maioria dos eventos já está sendo realizada internamente. Como resultado, mesmo com um ASK (assento-quilômetro disponibilizado) 23% inferior, a desvalorização do real de 9,6% e o aumento do preço do combustível em 6,3%, ano contra ano, nosso CASK (custo por assento-quilômetro disponibilizado) se manteve nos mesmos níveis de 1T20. Em relação ao 4T20, o CASK reduziu 5%, mesmo com o aumento do combustível e a desvalorização do real.

A Azul Cargo continua crescendo e se superando a cada trimestre, com mais um aumento de 62,8% na receita ano contra ano mesmo com uma redução de 23% da nossa capacidade. Nossa operação logística diferenciada, com serviço porta-a-porta, combinada com a mais ampla malha do país, nos dá a habilidade de transformar a logística no Brasil como ninguém.

Além de apoiar o Brasil em sua resposta à pandemia, também levamos nossa responsabilidade social muito a sério. Vemos todos os dias como o acesso ao transporte aéreo cria um impacto social positivo para os nossos destinos. Reforçando nosso compromisso ESG (práticas ambientais, sociais e de governança), me orgulho ao dizer que já recuperamos nossa malha em mais de 110 destinos domésticos no Brasil, mais que o dobro do que qualquer outra companhia aérea do país. Isto fornece mobilidade relevante para os brasileiros, contribuindo para o desenvolvimento local das regiões, gerando emprego, estimulando o comércio, turismo, e a atividade econômica em todo o país. Nosso relatório de sustentabilidade será divulgado nas próximas semanas e lá descreveremos nossos esforços e compromissos ESG.

Enquanto os desafios da pandemia continuam, o Brasil tem aumentado significativamente seus esforços de vacinação, chegando a uma média de um milhão de doses aplicadas por dia. No total, já temos mais de 50 milhões de doses aplicadas, a quinta maior no mundo. Vacinas comprovadamente reduzem hospitalizações e mortes, e permitem a reabertura segura da economia.

Sabemos que as pessoas querem viajar, como temos visto nos resultados da demanda reprimida nos Estados Unidos, e estamos confiantes de que o mesmo acontecerá no Brasil. Estamos prontos para essa retomada e permanecemos focados em entregar a experiência da Melhor Companhia Aérea do Mundo.”

Frota e Investimentos

Frota

Em 31 de março de 2021, a Azul tinha uma frota operacional de 159 aeronaves de passageiros e contratual de 178 aeronaves, com idade média de 7,8 anos. Excluindo 14 aeronaves Cessna, a idade média é de 6,3.

Ao final do 1T21, as 19 aeronaves não incluídas na frota operacional consistiam em 11 aeronaves subarrendadas para a TAP, 2 para a Breeze, 1 para Minas Gerais e 5 em processo de saída da frota.

Capex

Os investimentos totalizaram R$217,9 milhões no 1T21, comparado com R$248,8 milhões no 1T20, principalmente devido a eventos de manutenção de motor e à aquisição de peças e motores no trimestre.

Resultados Financeiros

Receita Líquida

No 1T21, a Azul registrou receita operacional total de R$1,8 bilhão, comparada a R$2,8 bilhões no 1T20, representando uma redução de 34,9% ano contra ano devida à redução de 23,0% na capacidade e 15,4% no RASK (receita por assento-quilômetro disponibilizado), causadas pela pandemia da COVID-19.

A receita de passageiros cresceu 4,5% na comparação trimestral, demonstrando a continuidade da recuperação da demanda principalmente no início do 1T21.

Receita de cargas e outros aumentaram 52,9% em relação ao 1T20, totalizando R$228,2 milhões no 1T21, principalmente devido ao aumento na receita de cargas em 62,8%, impulsionado por ganhos em todos os segmentos de negócios da Azul Cargo, parcialmente compensado pela redução na demanda de fretamento.

Custos e Despesas Operacionais

As despesas operacionais totais diminuíram 22,4%, ou R$589,2 milhões ano contra ano, principalmente devido à redução de capacidade e iniciativas de redução de custos. A composição das principais despesas operacionais no 1T21 foi a seguinte:

– Combustível de aviação reduziu 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior para R$597,7 milhões, principalmente devido a uma redução de 23,0% na capacidade e uma redução na queima de combustível por horas-bloco de 9,8%, resultado da transformação da nossa frota com aeronaves da nova geração, parcialmente compensada por uma alta de 6,3% nos preços do combustível de aviação.

– Salários e benefícios reduziram 13,3% comparado com o ano anterior, ou R$63,6 milhões, principalmente devido à redução de capacidade e iniciativas para aumentar a produtividade através de melhorias de processo, investimento em tecnologia e uma organização mais enxuta.

– Depreciação e amortização reduziu 28,5%, ou R$136,9 milhões, devido a uma redução do direito de uso referente a remensurações nos contratos de leasing em 2020, que exigiu o recálculo dos ativos e passivos de arrendamento correspondentes.

– Tarifas aeroportuárias diminuíram 26,0%, ou R$52,6 milhões comparado com o mesmo período no ano anterior, especialmente devido a uma redução de 15,9% nas decolagens ano contra ano, especialmente na operação internacional.

– Prestação de serviço de tráfego reduziu 35,9%, ou R$48,5 milhões, devido principalmente à redução de 20,2% no número de passageiros transportados no 1T21 comparado ao 1T20, especialmente nos segmentos internacionais, que apresentam um maior custo de atendimento por passageiro.

– Comerciais e marketing caíram 21,3%, ou R$23,3 milhões, principalmente devido a uma redução de 39,8% na receita de passageiros e menos campanhas de marketing, parcialmente compensada por um aumento na receita de cargas expressas, que possuem maiores taxas de comissão.

– Materiais de manutenção e reparo diminuíram 25,4%, ou R$32,0 milhões, principalmente devido à internalização de eventos de manutenção e menos eventos de manutenção no trimestre.

– Outras despesas operacionais diminuíram 19,7% ano contra ano, principalmente devido à redução de capacidade, iniciativas de redução de custo e melhores negociações com fornecedores, parcialmente compensados pela desvalorização do real.

Resultado não operacional

Despesas financeiras líquidas aumentaram 96,2% ou R$409,3 milhões comparado ao 1T20, como resultado da remensuração dos contratos de leasing e o correspondente aumento nos juros acruados, compensado pelo impacto positivo na depreciação do real nos Bonds da TAP.

Instrumentos financeiros derivativos resultaram em um ganho líquido de R$24,1 milhões no 1T21 comparado a uma perda de R$1,3 bilhão no 1T20. No primeiro trimestre de 2020, a queda significativa nos preços do petróleo causou um impacto negativo na posição de hedge de combustível.

Em 31 de março de 2021, a Azul contava com uma proteção de 11% do consumo esperado de combustível para os próximos doze meses por meio de instrumentos financeiros derivativos.

Variações monetárias e cambiais, líquidas: a Azul registrou uma perda não monetária em moeda estrangeira de R$1,6 bilhão, principalmente devido à desvalorização de 9,6% do real em relação ao dólar no final do período, resultando em um aumento nas dívidas denominadas em moeda estrangeira.

Disponibilidades e Financiamentos

A Azul encerrou o trimestre com R$3,3 bilhões de liquidez imediata, incluindo caixa, investimentos e recebíveis de curto prazo. Isto representa 69% da receita dos últimos doze meses. Incluindo a opção já negociada de aumentar as debêntures conversíveis, a liquidez imediata seria de R$3.8 bilhões.

Considerando depósitos, reservas de manutenção e recebíveis de longo prazo, a liquidez total foi de R$6,3 bilhões em 31 de março de 2021. Nesse valor não foram incluídas partes e peças ou outros ativos livres como TudoAzul e Azul Cargo.

Não há pagamentos significativos de dívidas para os próximos doze meses, e também não há caixa restrito ou participação de minoritários nas subsidiárias.

A dívida total aumentou 11% para R$19,4 bilhões em relação a 31 de dezembro de 2020, principalmente devido à desvalorização do real de 9,6% no final do período e a postergação dos pagamentos de leasing no trimestre.

Em 31 de março de 2021, o vencimento médio da dívida da Azul, excluindo passivos de arrendamento de aeronaves e debêntures conversíveis, era de 2,5 anos, com custo médio de 5,7%. O custo médio das obrigações locais e denominadas em dólares foi de 6,1% e 5,6%, respectivamente.

A tabela abaixo traz informações adicionais relacionadas aos arrendamentos em 31 de março de 2021:

Os principais índices financeiros da Azul, bem como o seu cronograma de amortização da dívida, são apresentados a seguir:

Eventos não recorrentes

Eventos não recorrentes de R$31,8 milhões no 1T21 foram registrados em outras despesas operacionais, compostas por despesas com devoluções de aeronaves (R$19,5 milhões), além de outras despesas pontuais de reestruturação (R$12,3 milhões) relacionadas à pandemia da COVID-19.

Responsabilidade Ambiental, Social e de Governança (ESG)

Mensagem da Azul sobre sua responsabilidade ESG:

“A aviação é um importante impulsionador do desenvolvimento sustentável, aproximando pessoas, empresas e comunidades. O transporte aéreo seguro, confiável, eficiente e econômico é um componente importante de uma estratégia de mobilidade mais ampla para promover o desenvolvimento em um mercado emergente.

A Azul atende mais de 110 destinos no Brasil, e é a única companhia aérea em 184 rotas das 232 rotas que atende, prestando um serviço essencial a essas comunidades. Toda vez que a Azul conecta um novo destino até então isolado com outras regiões do país, isso contribui para o desenvolvimento local, trazendo emprego e estimulando comércio e turismo, entre outros benefícios.

O trabalho de responsabilidade social corporativa da Azul também inclui projetos sociais, programas de voluntariado corporativo e campanhas sociais, muitos deles intrinsecamente ligados à nossa atividade. Por exemplo, nos últimos 12 meses transportamos órgãos e médicos no apoio a transplantes de órgãos, e também transportamos pacientes e familiares para o Hospital do Amor, um centro de tratamento de câncer no interior de São Paulo.

A campanha de conscientização do câncer de mama “Outubro Rosa” é uma das causas defendidas pela Azul, atingindo mais de dois milhões de clientes e tripulantes a cada ano. A Azul também apoia a Operação Sorriso, uma organização internacional sem fins lucrativos de serviços médicos que fornece cirurgias para correção de fissura labiopalatal para crianças em todo o mundo, e a Vaga Lume, uma entidade que apoia comunidades ao longo do Rio Amazonas na coleta de alimentos, preparação de refeições, leitura para crianças e adolescentes, e oferecendo treinamento de manutenção de biblioteca para voluntários regionais.

Outras organizações apoiadas pela Azul são a Litro de Luz, que ilumina comunidades carentes com a instalação de postes e lâmpadas movidas a painéis solares, e a Teto Brasil, que conecta voluntários e comunidades locais para trabalharem em conjunto para melhorar as condições de moradia de famílias que vivem em favelas.

Aproximadamente 2 mil tripulantes estão engajados nos nossos programas de voluntariado, e muitos outros são voluntários de forma independente. Com sua ajuda, continuamos apoiando organizações sem fins lucrativos com foco no desenvolvimento do país, especialmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.

O respeito pelas pessoas é fundamental para a construção de relacionamentos fortes e duradouros. Cuidamos bem de nossos tripulantes, proporcionando treinamento, oportunidades promocionais, e planos de saúde, e promovendo a igualdade, a não-discriminação e a diversidade. Para nossos clientes, oferecemos uma ótima experiência, com um serviço amigável, confiável e pontual. Trabalhamos continuamente para aumentar o acesso aos nossos serviços.

Temos a frota mais jovem do país e continuamos a progredir em direção à sustentabilidade de longo prazo, substituindo aeronaves mais antigas por aviões de última geração mais eficientes em termos de combustível. Desde que começamos a transformação da nossa frota, reduzimos a nossa emissão de carbono por ASK em 18%.

A Azul cumpre toda a legislação ambiental relativa à proteção do meio ambiente, incluindo a eliminação de resíduos, a utilização de substâncias químicas e o ruído das aeronaves, e exige que os seus fornecedores sigam procedimentos de gestão ambiental e recorram a auditorias técnicas para garantir o cumprimento. Além disso, a Azul é a única companhia aérea do Brasil com programa de reciclagem a bordo.

Diálogo e transparência são a base da estrutura de governança corporativa da Azul. A Companhia adota procedimentos de gestão que atendem às exigências da SEC e CVM e buscam garantir padrões internacionais de transparência.

O relatório de sustentabilidade do ano de 2019 da Azul está disponível no site do RI e o relatório do ano de 2020 será divulgado ainda em maio deste ano. A tabela abaixo apresenta as principais informações ESG da Azul, de acordo com o padrão do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) para o setor de aviação:

Para acessar as informações no relatório original da Azul, clique aqui.