Rolls-Royce: solução para o motor do 787 só em 2019 e redução de ETOPS

Novas análises feitas pela Rolls-Royce revelaram que o problema com os motores do Trent 1000 do 787 é um verdadeiro iceberg: as rachaduras nas pás dos compressores podem ocorrer bem mais cedo que o analisado anteriormente, e a solução está longe de ficar pronta.




Agora as aeronaves que tiverem mais de 300 ciclos (1 ciclo = uma decolagem e um pouso) terão sua certificação ETOPS reduziada de 330 minutos para 140 minutos. O problema tem afetado a pá e a peça que fixa ela ao compressor intermediário no primeiro e segundo estágio. Estes dois componententes tem sofrido ressonância que causam rachaduras nos mesmos.

Os motores deverão ser inspecionados a cada 200 ciclos segundo diretriz da agência européia EASA, resultando em maior tempo em solo para inspeções do tipo buroscópicas.

A Rolls-Royce tem seguido por dois caminhos para solucionar o problema: desenvolver pás mais robustas e mudanças no controle digital do motor que irão evitar a operação nas condições que a ressonância ocorre. Porém estas novas pás não devem estar prontas até o início do próximo ano, fazendo que a modificação no software do motor seja uma solução mais prioritária e de médio prazo.

“Nós também estamos conversando com a Boeing para considerar mudanças nas operações de voo para reduzir a detoriação” disse a Rolls-Royce;

Até agora aviões da Avianca Holdings, All Nippon Airways, Air China, British Airways, Thai Airways, Norwegian Airlines e Virgin Atlantic foram afetados. Já a LATAM e a Air New Zealand decidiram alugar aviões para substituir os seus 787 afetados.

Informações pela Aviation Week

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A

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