Ryanair perde batalha contra controle de tráfego aéreo na Inglaterra

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A companhia irlandesa de baixo custo Ryanair teve rejeitada a queixa apresentada contra o Controle de Tráfego Aéreo (ATC) do Reino Unido por atrasos sistemáticos sofridos pela companhia no Aeroporto de Stansted, em Londres.

A administração do aeroporto, que é privada, também reclamou que o intenso fluxo aéreo na região tem comprometido a programação de voos que partem e chegam no terminal.

Segundo divulgação do portal britânico Pro Active, especializado em economia e mercado, a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA, na sigla em inglês) disse que a NATS En-Route Ltd (NERL), empresa responsável pelo tráfego aéreo no Reino Unido, não era culpada pelas falhas na capacidade do espaço aéreo, codificação e identificação.

Para o órgão, a única falha nos deveres da NERL estava no fornecimento insuficiente de pessoal para atender com resiliência aos usuários dos aeroportos de Stansted e Luton, na capital inglesa.

A CAA informou ter levado em consideração as circunstâncias muito difíceis enfrentadas atualmente pelo setor de aviação em decorrência dos impactos sofridos pela drástica redução de demanda em função da pandemia de COVID-19, e observou que, aparentemente, levará algum tempo para o retorno dos níveis pré-pandemia. Dessa forma, as circunstâncias que embasaram a acusação não são mais realidade, o que torna inapropriada uma ação formal de execução de qualquer medida.

A autoridade, contudo, fez uma série de recomendações para que o controle de tráfego aéreo preste um serviço adequado para atender às necessidades da retomada da demanda, quando ela ocorrer.

A notícia da perda de causa no processo fez as ações da Ryanair caírem 1% na Bolsa de Valores de Londres, agravando o quadro da empresa, que já desvalorizou 17% desde o início do ano.

Problemas causados pelo setor de tráfego aéreo na Europa são algumas das principais queixas nas companhias da região. Segundo o jornal inglês The Guardian, a Ryanair declarou, em fevereiro de 2019, que os problemas de pessoal no Controle de Tráfego Aéreo da Inglaterra poderiam causar níveis recordes de atrasos nas próximas altas temporadas.

A A4E (Airline For Europe), organização que reúne 16 grandes companhias europeias, declarou que houve um crescimento de 53% no total de atrasos causados por problemas no tráfego aéreo em todo continente em 2018, o que levou ao cancelamento de mais de 5 mil voos no período, o pior da história.

Em julho de 2019, auge do verão europeu, o órgão divulgou que o “ATC europeu continua ineficiente, caro e não confiável para milhões de passageiros” e cobrou medidas dos governos locais.

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Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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