Sequestrador de avião escapa de prisão perpétua e pega 25 anos de cadeia

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A320 da Afriqiyah Airways, semelhante ao sequestrado em 2016. IMAGEM: Lucien Schranz/Wikimedia

Um dos responsáveis ​​pelo sequestro do voo 209 da Afriqiyah Airways, em 2016, enfim teve um desfecho. O líbio Shah Soko Moussa, de 29 anos, foi condenado a 25 anos de prisão e a pagar ao governo a quantia de € 9.990 (Cerca de R$ 64 mil).

Moussa sequestrou um A320 da companhia aérea líbia em 23 de dezembro de 2016, enquanto era realizado um voo doméstico entre a cidade de Sebha, no sudoeste do país, e a capital Trípoli. Junto com o comparsa Ali Ahmed Saleh, de 30 anos, ele disse aos comissários que explodiria o avião com granadas de mão caso o voo não fosse desviado para Roma, na Itália.  

Razões

Apesar da exigência, um pouso de emergência foi feito em Malta, próximo à costa italiana. No país, os 111 passageiros e seis tripulantes começaram a ser liberados em grupo. Enquanto isso, um dos sequestradores agitava uma bandeira da Líbia.

Nunca ficaram claros os reais motivos que levaram ao sequestro. A imprensa maltesa informa os dois sequestradores são apoiadores do ex-ditador Muammar Kadafi, deposto e morto em 2011. Eles defendiam a criação de um partido político pró-Kadafi e o ato deveria gerar publicidade em seu país para a nova agremiação.

Culpado

Em fevereiro de 2020, Moussa se confessou culpado das acusações feitas contra ele. Entre outros crimes, o líbio foi acusado de terrorismo, sequestro e ato violento em um avião. A condenação e a sentença foram anunciadas em dezembro. Apesar de esses crimes serem passíveis de prisão perpétua, a juíza do caso considerou alguns atenuantes que resultaram em uma pena de 25 anos e multa.

Segundo o jornal Lov in Malta, a juíza Consuelo Scerri Herrera apontou que os passageiros do avião não sabiam que haviam sido sequestrados até serem liberados. O pouso em Malta foi justificado a bordo como sendo decorrência do mau tempo. Ela também destacou que os acusados ​​não resistiram à prisão, não usaram armas de fogo reais e não foram agressivos com os ninguém dentro do avião.

Ali Ahmed Saleh, que estava ao lado de Moussa durante o sequestro, ainda não foi julgado.

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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