As sete tendências para o transporte aéreo em 2021

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A Cirium, empresa especializada em dados para a aviação e nossa parceira, acaba de divulgar um estudo que indica sete tendências para a aviação mundial em 2021. O artigo, assinado por Jeremy Bowen, lista quais são os principais drivers que ajudarão a indústria a se recuperarem, terem um retorno mais forte e acelerarem a transformação digital.

Se, antes da pandemia, a briga era por eficiência e customer experience, agora a luta é por sobrevivência e resiliência para suportar meses de demanda em baixa e aeronaves no solo. Em um cenário tão diverso, estar atento aos dados e às projeções de futuro é condição fundamental.

Esses são os sete tópicos listados pela Cirium como tendências para o ano de 2021.

1. Consolidação das aéreas

Além de mais de 40 companhias aéreas comerciais que interromperam ou suspenderam a operação em 2020, mais companhias aéreas lutam contra a queima de dinheiro.

É possível que as companhias aéreas de médio porte nos Estados Unidos se fundam ou sejam adquiridas por seus concorrentes maiores. Essa tendência ainda não ocorreu na Ásia-Pacífico (APAC), então espera-se ver um movimento na região. As grandes companhias aéreas podem adquirir transportadoras menores e algumas podem se fundir. Por exemplo, a Korean Air adquiriu sua rival local, Asiana Airlines. 

“Esperamos que mais concorrentes domésticos se consolidem. No entanto, a consolidação internacional na APAC é improvável devido às regras de controle de propriedade que limita o nível de capital estrangeiro”, diz a Cirium.

2. Aeronaves de nova geração

Aeronaves mais novas retornarão aos céus, resultando numa enorme economia mensal de custos na queima de combustível. Além disso, as companhias aéreas têm objetivos claros para “céus mais verdes” e, portanto, veremos o domínio das aeronaves com a tecnologia mais recente. 

Em 2020, mais aeronaves narrowbody voaram, principalmente porque os voos domésticos estão se recuperando mais rapidamente do que os internacionais. A popularidade do Airbus A321neo é evidente e o Boeing 737 MAX está agora voltando aos céus. Cada uma dessas aeronaves possui a mais recente tecnologia e excelente alcance, estão mais distantes da próxima manutenção e são as mais eficientes em termos de combustível.

3. Retiradas e reconfigurações

Haverá um excedente de aeronaves. Isso não é surpresa, com 30% da frota global ainda parada e com a demanda futura parecendo lenta em sua recuperação. Aeronaves maiores, como o Boeing 747 e o Airbus A380, estão sendo aposentadas mais cedo do que o esperado. 

Alguns tipos de aeronaves serão convertidos em carga. “Prevemos um aumento significativo desses aviões em 2021 e um aumento grande também em 2022. É provável que isso seja impulsionado pelo forte crescimento do mercado de comércio eletrônico, ajudado pelos clientes que fazem suas compras online”.

4. Novo modo de prever a demanda

Durante o quarto trimestre, as reservas caíram 78% em comparação com o mesmo período de 2019. Isso foi ainda pior do que o período de verão de 2020. Além disso, viu-se 40% das reservas feitas de última hora, num período tão curto quanto um a três dias antes da viagem. 

Com isso, as companhias aéreas têm mais dificuldade para usar dados históricos para prever a demanda futura e, em vez disso, precisam de novos indicadores – principalmente pesquisa e sentimento. 

Isso incluirá análises de pesquisas online que as pessoas fazem, dados de vendas de comparação de preços e atividades nas redes sociais. As companhias aéreas analisavam esses indicadores anteriormente, mas como uma fonte secundária. No futuro, é provável que se tornem indicadores primários para prever a demanda e desenvolver estratégias de preços.

5. Flexibilidade operacional

A janela de programação de voos de seis a oito meses mudou para um processo de planejamento de seis a oito semanas devido à volatilidade deste ano. “Veremos mais dessa atividade dinâmica de programação à medida que as companhias aéreas reagem mais rapidamente aos preços e ao uso dos aviões. 

Isso ajudará a quebrar os silos corporativos que existiam entre as equipes de rede de planejamento comercial e o gerenciamento de receitas. As companhias aéreas precisarão de resiliência operacional e colaboração perfeita entre seu planejamento e operações.

6. Experiência digital do viajante

As informações do viajante em tempo real na forma de notificações e alertas são essenciais para as companhias aéreas e seus passageiros. A janela de reservas agora está próxima ao dia da viagem, portanto, comunicações proativas são necessárias em um curto período de tempo. Isso é essencial em tempos turbulentos e é crucial para construir a confiança do viajante

As experiências no aeroporto e durante o voo também precisarão ser seguras, de modo que a implementação da tecnologia de IA será acelerada e provavelmente veremos o lançamento de novas tecnologias para melhorar a experiência de voar.

A ascensão do leasing

Com as dificuldades financeiras das companhias aéreas como resultado da pandemia, o setor de leasing provavelmente assumirá um papel ainda maior. 

“Esperamos que as empresas de leasing ultrapassem a participação de 50% na frota global, o que já vem ocorrendo há algum tempo. Em particular, as vendas e leasebacks são uma fonte imediata de dinheiro, algo que as companhias aéreas precisam desesperadamente”.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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